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Recomeçar


Recomeça...

Se puderes

Sem angústia

E sem pressa.

E os passos que deres,

Nesse caminho duro

Do futuro

Dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances

Não descanses.

De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,

Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.

Sempre a sonhar e vendo

O logro da aventura

És homem, não te esqueças!

Só é tua a loucura

Onde, com lucidez, te reconheças...


Miguel Torga


Nome:
Local: Porto Alegre, RS, Brazil

Procurando respostas...

Zoundry Blog Writer

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30.6.05

Metade de Mim

E que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito não me tape os ouvidos nem a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio,
Que a música que eu ouço ao longe, seja linda, ainda que tristeza,
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada mesmo que distante,
Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece, nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas, como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo,
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço,
Que essa tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada,
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, que convive comigo mesmo, se torne ao menos suportável,
Que o espelho reflita em meu rosto, um doce sorriso, que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei,
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais,
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer,
Porque metade de mim é a platéia, e a outra metade é canção,
E que a minha loucura seja perdoada,
Porque metade de mim é amor, e a outra metade... também!

Oswaldo Montenegro


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15.6.05

Maior e Melhor Que Amor

Àa vezes me pergunto por que o amor, que dizem ser a coisa mais forte e importante que há, faz tanta gente sofrer. Entendo que algumas pessoas amam com impaciência, amam com possessão, amam com insegurança, amam com violência, amam com preguiça, amam das formas mais desajeitadas, e nada disso é coisa fácil de lidar. Mas o amor é assim mesmo, vem acompanhado de várias outras sensações, todas elas fora do nosso controle.
O amor é lindo, mas também pode ser tenso, fóbico, difícil. Billie Holliday cantava:
"Não me ameace com amor, baby/vamos só caminhando na chuva".

Chego à conclusão, então, de que se o amor é nobre e, ao mesmo tempo, ameaçador, deve existir algo muito melhor que amor. Muito maior que ele.
Um sentimento que vários de nós talvez já tenhamos experimentado, só que, como esse sentimento nunca foi batizado, não o reconhecemos com facilidade.
É difícil classificar as coisas sem nome.

Maior que o amor, melhor que o amor: um sentimento que ultrapasse todos os padrões convencionais de relacionamento.
Que prescinda de fogos de artifício por ter chegado e também dispense velório por ter partido, que se instale sem radares em volta, que não nos deixe apreensivos para entendê-lo e nem para traduzir os seus sinais. Um sentimento que não se atenha à longevidade nem a uma intensidade medida
pelo número de declarações verbais.
Que seja algo que supere conceitos como matrimônio, família, adequação social. Que seja individualizado, amplo e sem contra-indicações.

O amor - como o conhecemos - é apenas um aprendizado, um estágio antes de a gente alcançar isso que é maior e melhor: um sentimento que independe da presença constante do outro, que confere leveza à vida, que nos deixa absolutamente plenos e livres. Plenos o amor nos torna; mas livres? Não. O amor termina e isso nos atormenta.
Quando é maior e melhor que amor, não termina, mesmo quando a relação se desfaz.

É um sentimento que, quanto mais forte, mais calmo. Quanto maior, mais discreto. A gente não o pensa, não o discute, não o compara, não o idealiza.
Ele simplesmente encontra asilo dentro de nós e cresce sem a aflição daquelas regrinhas impostas ao amor: "tem que cultivar, tem que reinventar, tem que...". Tem que nada.
Tem que apenas curtir. É até bom que ele não tenha nome, símbolo, cor e teorias.
Melhor assim, sem estampar capas de revista, sem que ninguém o use como argumento para cometer insanidades, sem virar mote para propaganda, sem fazer sofrer nas novelas e nem na vida.

Simplesmente enorme assim, sem ameaçar.
Transcendente como um convite para caminhar na chuva.

Martha Medeiros

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14.6.05

Demorô

Dizem que Deus nunca dá uma cruz maior do que a gente possa carregar.
E que a recompensa e o alívio são proporcionais.
Então, espero que o prêmio a que tenho direito não demore...

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12.6.05

De Novo?

Mudei de novo, e não sei se estou satisfeito ainda....

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O Mais É Nada

"Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu".
Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa
de chegar, sabe-se lá aonde.
As lágrimas?
Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces.
O sorriso!
Esse você deve segurar, não o deixe ir embora, agarre-o!
Persiga um sonho, mas não o deixe viver sozinho.
Alimente a sua alma com amor, cure a sua ferida com carinho.
Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas.
Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-as.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Circunda-se de rosas, ama, bebe e cala.
O mais é nada.

Fernando Pessoa

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10.6.05

Estrada



Onde você está?
Em que lugar eu devo procurar?
Falta muito pra chegar?
Tenho medo de chegar atrasado e você acabe desistindo de mim,
Sem ao menos saber o quanto posso te amar,
Ou do quanto eu quero te fazer feliz.
Sonho com você, e nem ao menos conheço seu rosto.
Posted by Hello

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3.6.05

Hã???

Peraí, vai embora não!
Tá diferente sim...resolvi trocar aquele verde e deixar o lugar mais leve.
Também resolvi trocar de nome, só ainda não sei qual será.
Dei uma melhoradinha geral, mas os textos são os mesmos, apenas com data de postagem diferente.
Tá bom, tá bom, eu sei que faz tempo que não posto nada, mas prometo que volto...

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Amar É Liberdade

Você vê uma borboleta e a toma em suas mãos.
Você vê sua beleza e a coloca no seu coração.
Desejando mantê-la consigo,
você fecha as mãos em torno dela,
com receio de que voe e se vá.
Com grande alegria você pensa:"Agora posso tê-la para sempre".
Logo a alegria se vai,
pois a beleza da borboleta
já não é mais a mesma.
Parte de sua beleza era a sua liberdade!
A borboleta sente-se traída.
Alguma coisa cruel afastou-a de sua liberdade.
Em pânico, ela se debate para libertar-se,
apenas fazendo você apertá-la mais forte.
Percebendo como a borboleta
deve estar se sentindo,
você abre suas mãos.
Ela voa novamente para longe,
agradecida por sentir-se livre outra vez.
Você, então, pensa em palavras
Que há muito havia esquecido:
Se você ama alguma coisa, deixe-a livre.
Se voltar, é sua.
Se não voltar, nunca foi.

Sarah Mengel

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Desejo


" Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo,
que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar ".

Victor Hugo
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2.6.05

Penso

Penso, logo imagino.
Imagino como seja você.
Sem me importar qual a sua cor.
Ou pra que time você torce.
Penso, logo quero.
Quero que você me queira.
Quero teu carinho, teu abraço, teu beijo.
Como se fossem os últimos.
Penso, logo aceito.
Suas limitações.
Suas manias.
Seu perdão.
Penso, logo vivo.
Pensando.
Imaginando.
Querendo.
Mas é difícil aceitar a saudade do que ainda não existe.

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Segredos

Frejat


Eu procuro um amor
Que ainda não encontrei
Diferente de todos que amei
Nos seus olhos quero descobrir
Uma razão para viver
E as feridas dessa vida eu quero esquecer
Pode ser que eu a encontre
Numa fila de cinema
Numa esquina
Ou numa mesa de bar

Procuro um amor que seja bom pra mim
Vou procurar, eu vou até o fim
E eu vou tratá-la bem
Pra que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer os meus segredos

Eu procuro um amor
Uma razão para viver
E as feridas dessa vida
Eu quero esquecer
Pode ser que eu gagueje
Sem saber o que falar
Mas eu disfarço
E não saio sem ela de lá

Procuro um amor que seja bom pra mim
Vou procurar, eu vou até o fim
E eu vou tratá-la bem
Pra que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer os meus segredos

Procuro um amor que seja bom pra mim
Vou procurar, eu vou até o fim
Eu procuro um amor
Que ainda não encontrei
Diferente de todos que amei
Nos seus olhos quero descobrir
Uma razão para viver
E as feridas dessa vida eu quero esquecer

Pode ser que eu a encontre
Numa fila de cinema
Numa esquina
Ou numa mesa de bar

Procuro um amor que seja bom pra mim
Vou procurar, eu vou até o fim
E eu vou tratá-la bem
Pra que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer os meus segredos

Eu procuro um amorUma razão para viver
E as feridas dessa vida
Eu quero esquecer
Pode ser que eu gagueje
Sem saber o que falar
Mas eu disfarço
E não saio sem ela de lá

Procuro um amor que seja bom pra mim
Vou procurar, eu vou até o fim
E eu vou tratá-la bem
Pra que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer os meus segredos

Procuro um amor que seja bom pra mim
Vou procurar, eu vou até o fim
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É...


É...
São estranhas as pessoas.
Impõem o que querem,
o que apenas elas conseguem
julgar correto, unilateralmente.
E quando o resultado inevitável dessas imposições
acaba acontecendo, se acham no direito
de acusar quem sofreu estas imposições,
a indiferença, a frieza, o silncio.
Acusam de covardia,
de insuficiência de sentimento,
de falta de amor.
E como é fácil se tornarem vítimas
das consequências geradas
pela própria crueldade.
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Em Nome De Quê?

Por quê às vezes as pessoas teimam em perpetuar a dor através do silêncio?
Em nome de quê a escolha é essa?
Teimosia? Orgulho? Princípios?
É Amor ou competição?
Masoquismo, talvez?
Ou é sadismo?
É Amor ou competição?
Teimosia? Orgulho? Princípios?
Não existe um nome pra essa escolha.
Porque, simplesmente, as pessoas teimam em perpetuar a dor dessa maneira.

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Há Sempre Uma Perda Em Cada Encontro

Cada encontro está carregado de perda. Ou de perdas.
Às vezes, duas pessoas que se amam (casados, solteiros, amantes, namorados) se encontram e são felizes. Ao fim da felicidade, um deles chora. Ou fica triste. Ou baixa os olhos. Ou é invadido por uma inexplicável melancolia. É a perda que está escondida no deslumbramento de cada encontro.
O encontro humano é tão raro, que, quando surge, vem carregado de todas as experiências de desencontros que a pessoa já teve e que a espécie já sofreu.
Quando você está perto de alguém e não consegue expressar tudo o que está claro e simples na sua cabeça, você está tendo um desencontro. Aquela pessoa que lhe dá extremo cansaço de explicar coisas é alguém com quem você se desencontra.
Aquele que só emite, pouco lhe dando condições de intercalar os seus pontos de vista é outro com quem você também se desencontra. Aquele a quem você tanto admira, que lhe impede de falar, também é um agente de desencontro, por mais encontros que você tenha com a arte dele.
A pessoa que só pensa naquilo que vai falar e não naquilo que você está dizendo para ela é alguém com quem você se desencontra.
A pessoa que já vem conversar com você com posições definidas e tomadas é alguém com quem você se desencontrará. Alguém que o ama sem nunca ter sofrido ao seu lado é alguém desencontrado com você.
Cada desencontro é perda porque é a irrealização do que teria sido uma possibilidade. É a experiência de tantos desencontros o que marca os raros encontros que a vida permite. A própria vida é uma espécie de ante-sala do grande Encontro (com o Todo? O Nada?). Por isso, talvez, seja uma provocação de desencontros preparatórios da penetração na essência do ser.
Mas por isso, ou por aquilo, cada encontro está carregado de perda. A perda é mais adivinhada do que sentida. E no ato de sentir-se feliz, inteiramente feliz, associa-se a idéia do passageiro que é tudo, do amanhã cheio de interrogações da exceção que aquilo significa.
E uma tristeza muito particular se instala: a tristeza feliz. A tristeza feliz não é a que deriva das grandes dores, frustrações ou amarguras. É a que se associa ao momento bom, como perda inerente a cada encontro, como sentimento de certeza de que tudo aquilo passará. É a consciência de não ter na hora de ter.
Tristeza feliz é a que surge depois dos encontros verdadeiros, tão raros. Encontros verdadeiros são os que se dão de "self" (si mesmo) para "self" e não de inteligência para inteligência, de concordância para concordância, de interesse para interesse.
Os encontros verdadeiros prescindem de palavras. Prescindem, até, do clássico "precisamos conversar". Eles realizam em cada pessoa a parte deles que se sublimou, ficou pura, melhor, louca, mas a parte que responde a carências muito antigas e a certezas anteriores aos fatos.
É mais fácil para quem tem um encontro verdadeiro acabar triste pela certeza fluidez da felicidade viva, do que sair cantando a alegria da felicidade vivida ou trocada. Quem se alegra demais se distancia da felicidade. A felicidade está mais próxima da paz que da alegria, do silêncio que da festa, do encontro que do debate.
Cada encontro está carregado de perda, nesta vida. E até na outra (que se existe e permitirá o encontro redentor) precisou da perda desta vida. É esta certeza-da-perda o que provoca aquela lágrima ou aquela angústia que a gente não sabe porque às vezes se instala após os verdadeiros encontros.
Há sempre uma despedida em cada alegria. Há sempre um "e depois" após cada felicidade. Há sempre uma saudade na hora de cada encontro, antecipada.

Artur da Távola.

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