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Recomeçar


Recomeça...

Se puderes

Sem angústia

E sem pressa.

E os passos que deres,

Nesse caminho duro

Do futuro

Dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances

Não descanses.

De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,

Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.

Sempre a sonhar e vendo

O logro da aventura

És homem, não te esqueças!

Só é tua a loucura

Onde, com lucidez, te reconheças...


Miguel Torga


Nome:
Local: Porto Alegre, RS, Brazil

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31.7.05

El Fuca Vermejo No Mi Atropellará Jamás


Flávio Venturini MArchesin / Eduardo Tibiriçá de Sant'Anna

El fuca vermejo no mi atropellará jamás
El fuca vermejo no mi atropellará jamás
El fuca vermejo no mi atropellará jamás
El fuca vermejo no mi atropellará...

Y en San Januario, en Basco y Olaria
Tomei un saco de miho nas cuestas, fiquei muy estresado
Los bastardos perderán el jogo, estava desolado
Y al salir del estadio quase fui atropellado

El fuca vermejo no mi atropellará jamás
El fuca vermejo (con él son alto pra caraho)
El fuca vermejo (de onde diablos saliu este carro?)
El fuca vermejo no mi atropellará...

La maquina assassina tentou matarme la notche intera
Otros transeúntes foran perseguidos da miesma manera
En la “Praça De Los Toros”, encontreime con Helena
Estava muy bonita porén faltava lhe una pierna

El fuca vermejo no mi atropellará jamás
El fuca vermejo (con él son alto pra caraho)
El fuca vermejo (de onde diablos saliu este carro?)
El fuca vermejo no mi atropellará...

Suspensiones rebajadas y bancos de cuero “Recaro”
Faroles de miha importados y el motor turbinado
Con sus ruedas de mahenesia y él son alto pra caraho
De onde diablos saliu este carro?

Su placa es final ziero, no puede rodar na sexta
Al menos un día estoy a salvo desta peligrosa biesta

El fuca vermejo no mi atropellará jamás
El fuca vermejo no mi atropellará jamás
El fuca vermejo (con él son alto pra caraho)
El fuca vermejo no mi atropellará...

Banda Megarex
Posted by Picasa

29.7.05

O Unicórnio


Posted by Picasa
O unicórnio é um ser selvagem, que habita jardins, sem lugar específico.
Em função de suas viagens eles precisam descansar e para isso eles procuram um lugar escondido onde não haja perigo.
Tomam água corrente e comem frutas e grãos maduros ou folhas tenras dessas árvores. Símbolo da pureza, esperança, amor, majestade, poder, honestidade, liberdade e de tudo de bom que há no ser humano. É um ser selvagem e indomesticável, muitos acreditam que apenas uma virgem pode domesticar o unicórnio, deixando-o indefeso aos caçadores.
É rápido, forte e que habita jardins sem lugar específico.
A duração do Unicórnio na Terra é muito maior que o do Homem.

A Lenda - O primeiro unicórnio chegou embrulhado em uma nuvem, impelida por um vórtice branco. Desceu com suavidade dos céus aos campos infantis da Terra, dotado de um chifre de luz em espiral.
Com seu chifre penetrou uma pedra, e uma fonte de vida brotou. A Terra começou a ser fecundada com coisas frutíferas.
Grandes árvores floresceram; e abaixo em suas sombras foram povoadas com bestas selvagens. Tudo isso era intenção de Deus, e o Unicórnio, o instrumento de seu querer. Deste modo se forma o Jardim do Unicórnio, é chamado Shamagim que quer dizer Lugar onde há Água.
Os Deuses falam ao Unicórnio então:
" Unicórnio! Você será a memória permanente da Luz, será seu guia e guardião. Mas você nunca devolverá a Luz até o final do Tempo".
Como Surgiu a Lenda? O unicórnio surgiu da mitologia oriental, grega e romana. Seu nome vem de duas palavras do latim: "unus"que significa um e "cornu" que significa chifre.

O Chifre - É um talismã de poder soberano, mas sua força e virtude só serão ativadas através de um trabalho de um Unicórnio. Sua luz diminuirá até se extinguir quando nas mãos de outro. No Chifre reside a história total do Unicórnio e também é o recipiente de seus pensamentos. Muitos acreditam que ele tem poder de cura e que é ser um antídoto para veneno.
A forma deles é um espiral: os dois meios, ou flautas, são unidos um ao outro.
Em horas de perigo ou de concentração prolongada o Chifre pode exalar certo brilho ou um esplendor suave.
Para a proteção do unicórnio, não podemos ver o seu chifre, ou seja, com isso, o unicórnio é confundido com um simples cavalo.

O Unicórnio - Um Símbolo De Excelência
O Unicórnio é um extraordinário animal mitológico, notável pela sua anatomia e habilidade. A verdadeira força do Unicórnio reside no seu único chifre, ao qual a crença popular atribuía poderes mágicos de cura.
Na época medieval, o chifre pulverizado era usado para curar picadas ou mordidas venenosas, ataques de vermes, perda de memória e muitas outras moléstias. Tão arraigada era a crença no poder mágico do Unicórnio, que o chifre pulverizado continuou a ser utilizado por farmacêuticos até o Século XVIII.
Dizia-se que o chifre propriamente dito, cobria-se de suor quando colocado junto de alimentos envenenados, sendo usado como detector de veneno em cerimônias de cortes européias, até 1789.

*Extraído do site http://www.greatmoon.blogger.com.br/

23.7.05

Determinismo Genético*


Sempre que uma pessoa afirma, confiantemente, "eu sou assim...", note que ela está simplesmente procurando uma desculpa para um comportamento que ela própria sabe não ser o melhor.
Quando faltam argumentos e uma razão real, objetiva e emocionalmente integrada, alguns somente repetem o velho e "seguro" chavão: "eu sou assim..." e continuam a fazer as coisas da mesma forma. Isso é chamado de "crença no determinismo genético".
Quem diz isso abdica de qualquer responsabilidade sobre si mesmo, jogando a "culpa" na genética ou nos deuses, como se a própria pessoa não tivesse meios de alterar sua vida.
Existe um meio melhor...
Quem diz "eu sou assim", faz de conta que não está pensando, faz de conta que não possui liberdade de escolha, faz de conta que há algo programado dentro dela, e que não existem meios de alterar essa programação.
A quase totalidade das pessoas que insistem em dizer "eu sou assim..." têm receio de mudar e são complacentes com elas próprias, agindo como uma avestruz, colocando a cabeça em um buraco no chão...

Mas nós nunca "somos" coisa alguma.
Sempre estamos.
Estamos jovens,
estamos sadios,
estamos acordados,
estamos educados,
estamos esforçados,
estamos atentos,
estamos felizes e assim por diante.

O que "está" pode ser mudado, mas o que "é" não pode.
Há uma enorme diferença entre "ser" e "estar".
Quando dizemos que estamos sem dinheiro,
estamos solitários,
estamos tristes,
estamos sem imaginação,
estamos com problemas... deixamos claro para os outros (e para nós mesmos) que esta é uma condição transitória e que estamos trabalhando para mudar o quadro.
Dizer: "eu estou acima do peso" é muito diferente de dizer "eu sou gordo".
Quando usamos o verbo "ser", definimos uma condição de vida que independe de nossa vontade.
Sou do planeta Terra: é uma condição imutável. Estou na França: é uma condição transitória.
Escute o que você diz para os outros e para sua própria mente. Se você disser algo começando com a frase "eu sou assim mesmo..." verifique imediatamente se não está somente tentando explicar o inexplicável para seu próprio coração.
Não tente se enganar, porque, no fundo, você vai saber que é uma afirmação falsa. Somente quem muda, sobrevive.

Ser ou não ser? Eis a questão...

*Desconheço a autoria
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3 "is"

"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade em que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

Eu Te Amo Não Diz Tudo

Arnaldo Jabor




Ele diz que te ama... então tá! Ele te ama. Assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas.
Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros.
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas, e que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-lo(a) tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ele(a) fica triste quando você está triste, e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d`água.

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.
Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!

"Para conquistarmos algo na vida não é necessário, apenas, força ou talento; é preciso, acima de tudo, ter vivido um grande amor"
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19.7.05

Reticências e Fermatas


Helena Sut

A lentidão do andamento esculpe o tempo na progressão de algumas emoções, cordas, sopros, corpos, sussurros... Dois seres conjugam-se na co-autoria de uma peça única, a entoação das notas, o rabisco dos versos... Uma canção surge numa melodia diferenciada, parece crescer, ganhar corpo, pode então morrer no horizonte, ser um solfejar distante, um plágio...

Acordes acobertam palavras novas. Uma obra-prima... Talvez uma farsa...

Descompasso. Uma nota continuada suspende o tempo musical do instigante adágio. O verso é interrompido... As palavras não suportam a nota ininterrupta. Uma boca nua, uma mão seca... A palavra cala-se e murcha, deixa-se retratar como uma natureza morta presa às molduras musicais de uma fermata. Vencido o corpo ainda sonha em reticências...

Poderia significar um andante, o acordar alegro, as tantas possibilidades musicais para a formação de um sorriso. Poderia ser o sabor das lágrimas que repousam após o diálogo dramático de uma ópera. Poderia transformar-se numa surpreendente ária, numa ousada confissão. Poderia perder-se num final sem recomeços. Mas...

A ruptura das horas na intermitência de lidar com algo contínuo impõe o silêncio. Os ecos de um adormecer em sonhos, o som a preencher a saudade com a certeza de que algo existiu, a expectativa de um andamento sombreado numa janela fechada, a agonia do pensamento suspenso pela única nota, o medo e a atração de se perder na alheia partitura.

Errantes, algumas inquietações dispersam-se na possibilidade de serem acolhidas pela suavidade de um sentimento prolongado, outras se condensam na imagem da indiferença que reflete as sombras dos improváveis passos futuros. Um olhar triste, passivo aos sons e ao tempo partido... Uma nota apenas a suspender a espontaneidade de um andamento compartilhado.

Fermata com pausa. Suspense. Perdeu-se a magia da cumplicidade da criação. O compasso musical já não marca o tempo de uma expectativa. Em vão os dedos dedilham um andamento animado, mas o alegro já não preenche quem abandonou um verso inacabado... Sem exclamações ou reticências, a narrativa acaba sem mistérios quando não consegue mais surpreender a si própria.

17.7.05

Idiotice é Vital Para a Felicidade


Ailin Aleixo

Gente chata essa que quer ser séria, profunda, visceral.
Putz, coisa pentelha. A vida já é um caos, por que
fazermos dela, ainda por cima, um tratado do Schopenhauer?
Deixe a pungência para as horas em que ela é inevitável:
mortes, separações, dores. NO DIA-A-DIA, PELO AMOR DE
DEUS, SEJA IDIOTA. Ria dos próprios defeitos, tire
sarro de suas inabilidades.

Ignore o que o boçal do seu chefe proferiu. Pense assim:
quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias,
inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de
amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de
idiotice.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que
tem conselho pra tudo, soluções sensatas, objetivos
claramente traçados mas não consegue rir quando tropeça?
Que sabe resolver uma crise familiar mas não tem a menor
idéia de como preencher as horas livres de um fim de
semana? Sim, porque é bem comum gente que fica perdida
quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se
já não têm por que se desesperar?


Em suma: desaprenderam a brincar. EU NÃO QUERO ALGUÉM
ASSIM COMIGO. A realidade já é dura; piora se for densa.
Dura e densa, ruim. Brincar, legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo
de não brincar com comida, não falar besteira, não ser
imaturo, não se descontrolar, não demonstrar o que sente.
É muito não. Dá pra ser feliz com tanto não?
Pagar as contas, ser bem- sucedido, amar, ter filhos -
tarefa brava.

Piora, muito, com o peso de todos aqueles nãos. Tenha fé
em uma coisa: dá certo ser adulto e idiota. Aliás, tudo
fica bem mais fácil ser for regado a idiotice, bom humor.
Manuel Bandeira que foi um grande homem e um grande poeta
disse certa vez: "E POR QUE ESSA CONDENAÇÃO DA PIADA, COMO
SE A VIDA FOSSE SÓ FEITA DE MOMENTOS GRAVES OU SÓ NESSES
HOUVESSE TEOR POÉTICO?"
Estava certo.

Empine pipa !!!!!!!!! Adultos podem (e devem) contar
piadas, ir ao fliperama, beliscar a bunda da mulher,
sair pelados pela cozinha. Ser adulto não é perder os
prazeres da vida - e esse é o único "não" aceitável.

Teste a teoria. Uma semaninha, pra começar. Veja e sinta
as coisas como se elas fossem o que são: passageiras. A
briga, a dívida, a dor, a raiva, tudinho vai passar, então
pra que tanta gravidade? Já fez tudo o que podia para
resolver o problema? Parou, chorou, pediu arrego? Ótimo,
hora da idiotice: entre na Internet, jogue pebolim, coma
um churrasco grego.


Ta numas de empinar pipa no sábado? Vá. Quer conversar
com sua namorada imitando o Pato Donald mas acha muito
boçal? E é, mas e daí? Você realmente acha que ela vai
gostar menos de você por isso? Ela não vai, tenha certeza.
Só vai gostar mais, porque é delicioso estarmos com quem
sorri e ri de si mesmo.

Eu fico chateada por não ser tão idiota quanto gostaria;
tenho uma mania horrível de, sem querer, recair na
seriedade. Então o mundo fica cinza e cada lágrima ganha
o peso de uma bigorna. Nessas horas não preciso de cenhos
franzidos de preocupação. Nessas horas tudo de que preciso
é uma bela, grande e impagável idiotice. Como sair pra
jogar paintball - ou, melhor ainda, me olhar fixamente
no espelho até notar como fico feia com os olhos vermelhos
e o nariz escorrendo. Como fico ridícula quando esqueço
que tudo passa.


*Ailin Aleixo é colunista da revista Vip, onde este artigo
foi originalmente publicado.

16.7.05

Quantas Vezes?

Quantas vezes nós pensamos em desistir,
deixar de lado o ideal e os sonhos;
Quantas vezes batemos em retirada,
com o coração amargurado pela injustiça;

Quantas vezes sentimos o peso da responsabilidade,
sem ter com quem dividir;
Quantas vezes sentimos solidão,
mesmo cercado de pessoas;

Quantas vezes falamos, sem sermos notados;
Quantas vezes lutamos por uma causa perdida;
Quantas vezes voltamos para casa com a sensação de derrota;

Quanta vezes aquela lágrima teima em cair,
justamente na hora em que precisamos parecer fortes;
Quantas vezes pedimos a Deus
um pouco de força,
um pouco de luz;

E a resposta vem, seja lá como for, um sorriso, um olhar cúmplice,
um cartãozinho, um bilhete, um gesto de amor;
E a gente insiste;
Insiste em prosseguir, em acreditar,
em transformar, em dividir, em estar, em ser;

E Deus insiste em nos abençoar,
em nos mostrar o caminho:
Aquele mais difícil, mais complicado, mais bonito.
E a gente insiste em seguir, por que tem uma missão.........

SER FELIZ!

O Homem e a Mulher da Sua Vida

Martha Medeiros

Minha cara-metade. O outro pedaço da minha laranja. O amor da minha vida. É assim que eles costumam se apresentar. Patricia é a mulher da minha vida. Ricardo é o homem da minha vida. Juntos há 25 anos. Não é uma sorte Patricia e Ricardo terem nascido no mesmo século, no mesmo país, na mesma cidade?

Fátima Bernardes é a mulher da vida de William Bonner. Edson Celulari é o homem da vida de Claudia Raia. Malu Mader é a mulher da vida de Tony Belotto. Casais bacanas, que parecem mesmo terem sido feitos uns para os outros. Mas se for verdade essa história de que existe alguém predestinado para ser nosso e nos fazer feliz, não seria uma tremenda coincidência o fato de, entre os bilhões de habitantes da Terra, termos cruzado com ele justo na casa da nossa prima?

Costumamos chamar de "homem da minha vida" ou "mulher da minha vida" o nosso primeiro amor, ou o primeiro amor que deu certo, a pessoa que, entre todas as que a gente namorou, melhor nos entendeu, mais nos completou. É o principal amor de uma vida restrita, vivida numa única cidade, num mesmo bairro, freqüentando as mesmas ruas e o mesmo clube. Um amor pinçado de uma pequena amostra do universo. Mas se tivéssemos acesso ao universo inteiro, seria esse o amor eleito?


O homem da sua vida pode estar em Macau, em Helsinque ou em Fernando de Noronha, fazendo mergulho submarino. O homem da sua vida pode ter nascido em 1886 e não estar mais entre nós. O homem da sua vida pode ser um economista, um guia turístico, um corredor de maratona. Pode ser um artista gráfico canadense de 49 anos que ainda está solteiro porque sente, dentro do peito, que ainda não conheceu a mulher da vida dele, que é você.

Você que mora em Jericoacoara, tem 24 anos, está noiva do Zé e nem morta coloca os pés num avião. A mulher da sua vida tanto pode ser uma cabeleireira da Baixada Fluminense como pode ser a Michelle Pfeifer. Como você vai saber, se não conhece uma nem outra? A mulher da sua vida pode estar ainda na barriga da mãe. Pior: pode ser essa mãe, grávida de um guitarrista e que nem sonha que você está de olho na mulher dele.

Basta de fantasia. A mulher e o homem da nossa vida é quem está à mão e nos faz feliz, mas uma pulga atrás de orelha volta e meia nos faz pensar: alguém, em algum ponto do planeta, ainda estará a nossa espera?

15.7.05

Só o Amor é Real



Quando você olhar nos olhos
de outra pessoa...

Qualquer pessoa!

E ver a sua própria alma
olhando para você,
saberá que atingiu outro
nível de consciência.

Neste sentido,
não existe reencarnação,
uma vez que
todas as vidas
e todas a experiências
são simultâneas.

Mas, no mundo tridimensional,
a reencarnação é tão real
quanto o tempo
ou quanto as montanhas
e os oceanos.

É uma energia como as outras,
e sua realidade depende
da energia de quem a vê.

Na medida em que o observador
percebe um corpo físico
e objetos sólidos,
a reencarnação é real
para esse observador.

A energia consiste em luz,
amor
e conhecimento.

A aplicação desse conhecimento
com amor
é...
sabedoria."

Brian Weiss
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14.7.05

Você Pode

Você pode curtir ser quem você é, do jeito que você for, ou viver infeliz por não ser quem você gostaria.
Você pode assumir sua individualidade, ou reprimir seus talentos e fantasias, tentando ser o que os outros gostariam que você fosse.
Você pode produzir-se e ir se divertir, brincar, cantar e dançar, ou dizer em tom amargo que já passou da idade ou que essas coisas são fúteis e não sérias e bem situadas como você.
Você pode olhar com ternura e respeito para si próprio e para as outras pessoas, ou com aquele olhar de censura, que poda, pune, fere e mata, sem nenhuma consideração para com os desejos, limites e dificuldades de cada um, inclusive os seus.
Você pode amar e deixar-se amar de maneira incondicional, ou ficar se lamentando pela a falta de gente à sua volta.
Você pode ouvir o seu coração e viver apaixonadamente ou agir de acordo com o figurino da cabeça, tentando analisar e explicar a vida antes de vivê-la.
Você pode deixá-la como está para ver como é que fica ou com paciência e trabalho conseguir realizar as mudanças necessárias na sua vida e no mundo à sua volta.
Você pode deixar que o medo de perder paralise seus planos ou partir para a ação com o pouco que tem e muita vontade de ganhar.
Você pode amaldiçoar sua sorte, ou encarar a situação como uma grande oportunidade de crescimento que a Vida lhe oferece.
Você pode mentir para si mesmo, achando desculpas e culpados para todas as suas insatisfações, ou encarar a verdade de que, no fim das contas, sempre você é quem decide o tipo de vida que quer levar.
Você pode escolher o seu destino e, através de ações concretas caminhar firme em direção a ele, com marchas e contramarchas, avanços e retrocessos, ou continuar acreditando que ele já estava escrito nas estrelas e nada mais lhe resta a fazer senão sofrer.
Você pode viver o presente que a Vida lhe dá, ou ficar preso a um passado que já acabou - e portanto não há mais nada a fazer -, ou a um futuro que ainda não veio - e que portanto não lhe permite fazer nada.
Você pode ficar numa boa, desfrutando o máximo de coisas que você é e possui, ou se acabar de tanta ansiedade e desgosto por não ser ou não possuir tudo o que você gostaria.
Você pode engajar-se no mundo, melhorando a si próprio e, por conseqüência, melhorando tudo que está à sua vota, ou esperar que o mundo melhore para que então você possa melhorar.
Você pode celebrar a Vida e a Energia Universal que o criou, ou celebrar a morte, aterrorizado com a idéia de pecado e punição.
Você pode continuar escravo da preguiça, ou comprometer-se com você mesmo e tomar atitudes necessárias para concretizar o seu Plano de Vida.
Você pode aprender o que ainda não sabe, ou fingir que já sabe tudo e não precisa de aprender nada mais.
Você pode ser feliz com a vida como ela é, ou passar todo o seu tempo se lamentando pelo que ela não é.
A escolha é sua.
E o importante, é que você sempre tem escolha.
Pondere bastante ao se decidir, pois é você que vai carregar - sozinho e sempre - o peso das escolhas que fizer.
Jorge Luís Borges

12.7.05

Ela Foi Encontrada...

(Arthur Rimbaud)

Ela foi encontrada!
Quem? A eternidade.
É o mar misturado
Ao sol.

Minha alma imortal,
Cumpre a tua jura
Seja o sol estival
Ou a noite pura.

Pois tu me liberas
Das humanas quimeras,
Dos anseios vãos!
Tu voas então...

Jamais a esperança.
Sem movimento.
Ciência e paciência,
O suplício é lento.

Vem, céu carmim,
Brasas de cetim,
O dever
É vosso ardor.

Ela foi encontrada!
Quem? A eternidade.
É o mar misturado
Ao sol.

Tradução: Cláudio Daniel

6.7.05

O Amor - Interminável Aprendizado



Affonso Romano de Sant'Anna

"Na história universal do amor, amou-se sempre diferentemente,
embora parecesse ser sempre o mesmo amor de antigamente."

Criança, ele pensava: amor, coisa que os adultos sabem. Via-os aos pares namorando nos portões enluarados se entrebuscando numa aflição feliz de mãos na folhagem das anáguas. Via-os noivos se comprometendo à luz da sala ante a família, ante as mobílias; via-os casados, um ancorado no corpo do outro, e pensava: amor, coisa-para-depois, um depois-adulto-aprendizado.

Se enganava.

Se enganava porque o aprendizado de amor não tem começo nem é privilégio aos adultos reservado. Sim, o amor é um interminável aprendizado.
Por isto se enganava enquanto olhava com os colegas, de dentro dos arbustos do jardim, os casais que nos portões se amavam. Sim, se pesquisavam numa prospecção de veios e grutas, num desdobramento de noturnos mapas seguindo o astrolábio dos luares, mas nem por isto se encontravam. E quando algum amante desaparecia ou se afastava, não era porque estava saciado. Isto aprenderia depois. É que fora buscar outro amor, a busca recomeçara, pois a fome de amor não sabia nunca, como ali já não se saciara.
De fato, reparando nos vizinhos, podia observar. Mesmo os casados, atrás da aparente tranqüilidade, continuavam inquietos. Alguns eram mais indiscretos. A vizinha casada deu para namorar. Aquele que era um crente fiel, sempre na igreja, um dia jogou tudo para cima e amigou-se com uma jovem. E a mulher que morava em frente da farmácia, tão doméstica e feliz, de repente fugiu com um boêmio, largando marido e filhos.
Então, constatou, de novo se enganara. Os adultos, mesmo os casados, embora pareçam um porto onde as naus já atracaram, os adultos, mesmo os casados, que parecem arbustos cujas raízes já se entrançaram, eles também não sabem, estão no meio da viagem, e só eles sabem quantas tempestades enfrentaram e quantas vezes naufragaram.
Depois de folhear um, dez, centenas de corpos avulsos tentando o amor verbalizar, entrou numa biblioteca. Ali estavam as grandes paixões. Os poetas e novelistas deveriam saber das coisas. Julietas se debruçavam apunhaladas sobre o corpo morto dos Romeus, Tristãos e Isoldas tomavam o filtro do amor e ficavam condenados à traição daqueles que mais amavam e sem poderem realizar o amor.
O amor se procurava. E se encontrando, desesperava, se afastava, desencontrava.
Então, pensou: há o amor, há o desejo e há a paixão.
O desejo é assim: quer imediata e pronta realização. É indistinto. Por alguém que, de repente, se ilumina nas taças de uma festa, por alguém que de repente dobra a perna de uma maneira irresistivelmente feminina.
Já a paixão é outra coisa. O desejo não é nada pessoal. A paixão é um vendaval. Funde um no outro, é egoísta e, em muitos casos, fatal.
O amor soma desejo e paixão, é a arte das artes, é arte final.
Mas reparou: amor às vezes coincide com a paixão, às vezes não.
Amor às vezes coincide com o desejo, às vezes não.
Amor às vezes coincide com o casamento, às vezes não.
E mais complicado ainda: amor às vezes coincide com o amor, às vezes não.
Absurdo. Como pode o amor não coincidir consigo mesmo?
Adolescente amava de um jeito. Adulto amava melhormente de outro. Quando viesse a velhice, como amaria finalmente? Há um amor dos vinte, um amor dos cinqüenta e outro dos oitenta? Coisa de demente.
Não era só a estória e as estórias do seu amor. Na história universal do amor, amou-se sempre diferentemente, embora parecesse ser sempre o mesmo amor de antigamente.
Estava sempre perplexo. Olhava para os outros, olhava para si mesmo ensimesmado.
Não havia jeito. O amor era o mesmo e sempre diferenciado.
O amor se aprendia sempre, mas do amor não terminava nunca o aprendizado.
Optou por aceitar a sua ignorância.
Em matéria de amor, escolar, era um repetente conformado.
E na escola do amor declarou-se eternamente matriculado.

Texto extraído do livro "21 Histórias de amor", Francisco Alves Editora – Rio de Janeiro, 2002, pág.11
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