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Recomeçar


Recomeça...

Se puderes

Sem angústia

E sem pressa.

E os passos que deres,

Nesse caminho duro

Do futuro

Dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances

Não descanses.

De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,

Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.

Sempre a sonhar e vendo

O logro da aventura

És homem, não te esqueças!

Só é tua a loucura

Onde, com lucidez, te reconheças...


Miguel Torga


Nome:
Local: Porto Alegre, RS, Brazil

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27.5.07

Vou Embora

                                                                                                                   (*) FERNANDO BEVILACQUA

 

 

         Vou embora pra Pasárgada, mas por motivos diferentes do poeta.

         Vou embora pra Pasárgada porque aqui não conheço o rei e sequer gosto dele.

         Vou embora pra Pasárgada porque lá não tem rei.

         Vou embora pra Pasárgada porque lá não tem operação Furacão, Ventania, Navalha, Peixeira. Aliás, não tem nem operação de "barriga aberta". Lá as pessoas têm saúde física e moral! Não existe roubo, propinas, justiça de faz de conta, polícia de espalhafato. As balas em Pasárgada são levadas nos bolsos dos governantes e distribuídas às crianças. Elas são iguais e têm, todas, o mesmo nome – ESPERANÇA. A nenhuma criança negam-se o direito e o prazer de saborear as balas. Não há balas perdidas, todas têm destino certo e justo. Mesmo o excesso das balas de Pasárgada não é capaz de destruir os dentes e mostrar sorrisos repelentes; as crianças são todas bem cuidadas, são como flores – não apenas crescem, florescem!

         Vou embora pra Pasárgada porque lá não existem juízes que cobram preços elevadíssimos para promover injustiças, para ocultar as verdades e fazer os justos esperarem à exaustão.  Cada qual é o seu próprio juiz, e cada um se auto-aplica castigos e punições pelos desvios porventura cometidos.

         Vou embora pra Pasárgada. Lá as antigas cadeias foram transformadas em escolas, pois que as prisões de então eram verdadeiras centrais de comando do crime. Centenas de ligações telefônicas mantinham os chefões informados dos acontecimentos externos e as operações criminosas eram rigorosamente administradas. Isto tinha o apoio infalível dos guardas, que na verdade "guardavam" os privilégios e mordomias dos encarcerados – tudo por preço previamente ajustado e quase nunca módico, pois a arrecadação dos dinheiros havia de ser rateada entre muitos da "corporação".

         Vou embora pra Pasárgada. Lá as escolas cuidam de formar e aprimorar as inteligências e preparar verdadeiros cidadãos, responsáveis e civilizados. Nunca se cogitou de implantar uma Resolução nos moldes da 946, que estabelece o "fim da reprovação e a cobrança de freqüência somente a cada três anos". Em Pasárgada, ao contrário, a escola respeita a criança, embora não estimule o infantilismo; distribui prêmios para os que se destacam nos estudos, porque parte do princípio que o mundo é feito de diferenças, e que é ilusório e até desastroso tentar "formatar" pessoas (no caso alunos) em série: a escola de lá sabe identificar e estimular o crescimento e as potencialidades individuais. A escola de Pasárgada reprova sim, pois sabe que permitir aos que não atingem os objetivos educacionais propostos ir adiante, além de causar decepção e desestímulo aos que se esforçam, gera e fecunda o pior – a certeza da impunidade! Que horror! Uma escola que estabelece como doutrina a certeza de que as conquistas e os degraus da escalada existencial podem ser alcançados sem esforço, sem mérito, despidos de competência, e mais, sem a exigência da indispensável assiduidade regular. É por rejeitar radicalmente tais princípios da Resolução 946 que, em Pasárgada, juízes, desembargadores e ministros não deixam livres nem criminosos de bermudas e tênis e muito menos os de paletó de tropical inglês e gravata de seda. Eles julgam, apenas à luz das verdades apuradas, pois foram educados e cresceram à margem dos fermentos da ilicitude, da irresponsabilidade e da impunidade. Ah, ia esquecendo: professores e funcionários públicos (estes mesmos, pagos com os dinheiros do povo) não faltam aos seus trabalhos vez que, desde a infância, foram responsavelmente obrigados a provar assiduidade aos trabalhos escolares. Faltar às obrigações escolares e ao trabalho, sem aceitáveis justificativas, em Pasárgada, o primeiro reprova e o segundo gera desconto no salário. Quanta injustiça, não!

         Acho que reis, presidentes, ministros, governadores, juízes, professores, empresários, todos são treinados para mentir. Quando surpreendidos em suas falcatruas, expressam indignação com tantas calúnias e difamações sobre eles derramadas. Probidade e decoro são então proclamados com a energia dos injustiçados naqueles momentos ... e nada acontece. Isto porque não se está em Pasárgada.

         Querem saber? Não tenho mais tempo nem gosto de ficar aqui.

         Vou embora pra Pasárgada, pois lá nem amigo do rei posso ser. Lá não existe nem presidente, quanto mais rei. Mas antes de ir, digo-lhes que Pasárgada pode passar de ficção para uma realidade que seja, ao menos, a sua realidade; neste caso que tal convidar um vizinho, um amigo, ou mesmo um passante desconhecido para visitar sua Pasárgada ?

         Quem sabe eles gostem e decidam experimentar,

                                                                        Viver em Pasárgada.

 

(*) PROFESSOR TITULAR DA UERJ

                                                           

 

 

16.5.07

Relatividade

A TEORIA DA RELATIVIDADE

Um dos filmes que mais causaram impacto em minha vida foi "Em algum lugar do passado", com Christopher Reeve, uma história de amor lindíssima, em que um escritor apaixona-se pela foto de uma atriz dos anos vinte. Uma paixão tão avassaladora que ele acha uma forma de voltar ao passado para encontrar a moça e viver uma história de amor emocionante. O filme é lindo, a trilha sonora é fabulosa e o tema, instigante: viajar no tempo. Quando Albert Einstein anunciou a sua Teoria da Relatividade, em 1905, viajar no tempo - pelo menos em teoria - deixou de ser algo impossível. Pois outro dia observei uma foto de um grupo de amigos na reunião de comemoração de 30 anos de minha formatura no colégio. Olhei aqueles senhores de cabelos brancos, gordos e carecas e imaginei o que aconteceria se a foto pudesse ser vista por eles quando tinham 16 anos. Já pensou? Você poder ir até o futuro e olhar onde estará, que rumo sua vida tomou?

Imaginei então uma situação interessante. Alguém inventa uma máquina do tempo. E vai testar. Escolhe uma data aleatória - 1989, por exemplo - e aperta um botão. A máquina traz para o presente ninguém menos que Luís Inácio Lula da Silva. Aquele de vinte anos atrás. Lula chega meio zonzo:

- O que é isso, companheiro?
 
Sem entender o que acontece, Lula é recebido com carinho, toma uma água, senta-se num sofá e recupera o fôlego.

- Onde eu tô?

- No futuro, Presidente. Colocamos em prática a Teoria da Relatividade!

- Futuro? Logo agora que vou ganhar do Collor, pô! Me manda de volta pro passado! Zé Dirceu! Zé? Cadê o Zé?

- Calma, Lula. Aproveite para dar uma olhada no seu futuro. Você é o presidente da República!

- Eu ganhei?

- Não daquela vez. Mas ganhou em 2002. E foi reeleito em 2006!

- Reeleito? Eu? Deixa eu ver, deixa eu ver!!!

E então Lula senta-se diante de um televisor de plasma. Maravilhado, assiste a um documentário sobre os últimos 20 anos do Brasil. Um sorriso escapa quando a eleição de 2002 é apresentada.

- Pô, fiquei bonito! Ué. Aquela ali abraçada comigo não é a Marta Suplicy?

- Não, Presidente, é a Marisa Letícia.

- Olha! Eu e o Papa! E aquele ali, quem é?

- É George Bush, o Presidente dos Estados Unidos!

- Arriégua! Êpa! Mas aquele ali abraçado comigo não é o Sarney? Com a Roseana? E o que é que o Collor tá fazendo abraçado comigo? O que é isso? Tá de sacanagem?

- Não, presidente. Esse é o futuro!

- AAAAhhhhhh! Olha lá o Quércia me abraçando! O Jader Barbalho! Cadê o Genoíno? Cadê o Zé Dirceu?

- O senhor cortou relações com eles.

- Meus amigos? Me separei deles e fiquei amigo do Quércia?

- Pois é...

- E aqueles ali? Não são banqueiros? Com aqueles sorrisos pra mim?

- Estão agradecendo, Presidente. Os bancos nunca tiveram um resultado tão bom como em seu governo.

- Bancos? Os bancos? Você tá de sacanagem. Sacanagem!

- Calma, Presidente. O povo está gostando, reelegeram o senhor com mais de cinqüenta milhões de votos!

- Mas não pode! Cadê os proletários? Só tô vendo nego da elite ali. Olha o Vicentinho de gravata! E o Jacques Wagner também! Mas que merda é essa?

- É o futuro, Presidente.

- E o Walter Mercado? Tá fazendo o quê ali?

- Aquela é a Marta Suplicy, Presidente.

- Ah, não. Não quero! Não quero! Não quero aquele meu terninho. Não quero aquele cabelinho. Não quero aquela barbinha. Desliga isso aí!

- Mas Presidente, esse é o futuro. O senhor vai conseguir tudo aquilo que queria.

- Não e não. Essa tal de teoria da relatividade é um perigo.

- Perigo?!

 
- É. As amizades ficam relativas. A moral fica relativa. As convicções ficam relativas. Tudo fica relativo.
 
- Bem-vindo a 2007, Presidente...

Este artigo é de autoria de Luciano Pires ( www.lucianopires.com.br) e está liberado para utilização em qualquer meio, contanto que seja citado o autor e não haja alteração em seu conteúdo. Tomamos a liberdade de enviá-lo pois seu e-mail faz parte de nosso cadastro. Ele foi colocado lá por você ou por algum amigo (ou inimigo) que achou que você iria gostar (ou odiar).

10.5.07

5 Coisas

Recebi da Carol, respondo, e passo a missão pra Cris.

5 coisas que eu quero fazer antes de morrer
Pilotar uma Ferrari
Aprender a tocar saxofone
Ter uma casa com cachorros no quintal
Encontrar a mulher da minha vida
Ganhar na loteria(e nem precisa ser na mega acumulada)

5 coisas que eu faço bem
Dormir
Falar bobagem
Tomar banho
Comer
Ser organizado

5 coisas que eu mais digo
Brincadeira!
O que foi, Dani(meu filho)?
Não fui eu!
Que merda!
Ahã!

5 coisas que eu não faço (ou não gosto de fazer)
Cozinhar
Lavar louça
Ser cínico
Bagunceiro(ou relaxado)
Ficar sem lavar o cabelo

5 coisas que me encantam
Cinema
Morenas
Montar computadores
O céu do inverno
Viajar

5 coisas que eu odeio
Gente chata e sem noção
Fígado em todas as suas formas de preparo
Ver filme pela metade
Burrice
Falta de caráter

3.5.07

A Estupidez Humana Não Tem Limites - 2

Jade Sanders (27) e Lamont Thomas (31) são ecochatos. Não daquele tipo inofensivo, que não faz mal a ninguém nem afeta a sociedade, como a Ministra Marina da Silva, mas do pior tipo: Os Vegans, vegetarianos radicais que não querem aceitar o que seus OLHOS lhes dizem: Que todo mundo come carne.

Esse tipo de ecochato mata milhares de animais por ano, ao tentar criar cachorros e gatos em dietas vegetarianas. Só que os ecochatos acima foram mais além. Como não consomem NADA de origem animal, isso inclúi leite. E no caso do recém-nascido deles, leite humano.

Os imbecis tiveram um filho, que morreu de desnutrição com seis semanas de idade. Motivo? Esses filhos da puta alimentaram a criança exclusivamente com leite de soja e suco de maçã.

Esses idiotas colocaram sua religião tão acima de qualquer questionamento que negaram a própria fisiologia. Você tem peitos pra quê, sua burra???

Agora? Pegaram prisão perpétua. Se é que vão durar. Quando chegar na prisão a notícia que o filho deles morreu com 1.5Kg, de fome, muito provavelmente esses vegetarianos viram presunto.

 

Fonte: Blog Do Cardoso