Image hosted by Photobucket.com

Recomeçar


Recomeça...

Se puderes

Sem angústia

E sem pressa.

E os passos que deres,

Nesse caminho duro

Do futuro

Dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances

Não descanses.

De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,

Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.

Sempre a sonhar e vendo

O logro da aventura

És homem, não te esqueças!

Só é tua a loucura

Onde, com lucidez, te reconheças...


Miguel Torga


Nome:
Local: Porto Alegre, RS, Brazil

Procurando respostas...

Zoundry Blog Writer

Tire todas as suas dúvidas sobre blogs.

Divulgue o seu blog!

All Images Hosting

Follow sansei10 on Twitter

22.5.08

O Estorvo

Junia Turra, advogada, jornalista, pós-graduada em
Economia pela USP, Mestra em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP, Professora Universitária. Repórter de jornal e TV, editora-chefe de Departamentos de Esportes e Jornalismo, colunista dos sites www.mandandoprarede.com.br e www.ahoraonline.com.br e juniaturra@yahoo.com.br.
 
ISABELLA: O ESTORVO
 
Morreu Isabella.
Isabella... não morreu pelo descaso do governo. Se acalmem os profissionais fundadores de ONGs e as aves de rapina que vêm em cada caso de destaque na mídia, a melhor maneira de enriquecer às custas da dor dos outros.
Então, por quem os sinos dobram?
Por uma série de fatores que Freud talvez explicasse mais facilmente do que a polícia. Vejamos...
Isabella Oliveira Nardoni, 5 anos (vítima). Alexandre Nardoni, 29 (pai), Ana Carolina de Oliveira, 24 (mãe), Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, 24 (madrasta), Pietro, 3 anos e Cauã, 10 meses, filhos do pai e da madrasta de Isabella.
A mãe de Isabella tinha 19 anos quando ela nasceu. O pai, 24. Quando Isabella tinha dois anos, nascia o primeiro irmao, filho do pai dela com a madrasta. Num relance, parece aquela história da gravidez para segurar o homem que era da outra. Parece? É!!!
E o homem da história, alimenta o triângulo amoroso - padrão entre boa parte dos brasileiros - no esquema 'dou conta do recado, sou macho'. No início faz bem ao ego, mas qualquer animal resolve o problema na horizontal, portanto, o que se espera é postura e atitude no 'day after'. Assim, o garanhão acaba refém de um mulherio que briga entre si, e que tem solidificado o novo perfil da brasileira: 'não tem pudores, não tem limites. Por causa de homem, faz qualquer negócio, desde que ganhe o jogo'.
Alexandre, sem maturidade, sem personalidade forte e voz ativa, entrou numa canoa furada. Como diria o inglês Sting quando interpretou um vilão no filme 'Duna': 'o ser humano é bom e ruim, tem dentro de si todas as facetas. Cabe a cada um escolher qual caminho seguir ou por qual deve se deixar levar'.
Isabella, menina carente, com carinha de cachorro pidão: 'me carrega no colo, me dá carinho, me ama'. São as criancas 'bola de tênis': ora jogadas para cá, ora jogadas para lá. Ninguém quer no seu campo por muito tempo.
A alegria da mãe
Não venham me dizer que a outra Ana Carolina , a mãe, conseguiu ficar assim , digamos, tão 'zen', pregando felicidade e alegria ao mundo, após perder a filha de forma trágica. Qualquer mãe paulista, carioca, ou que vive nos grandes centros urbanos (principalmente) sabem do que estou falando: quando o filho atrasa cinco minutos, parece que o mundo acabou. As feições se fecham, o corpo enrijece, o coração dispara, a boca amarga. E os avós? O que era aquela tranqüilidade? Estado de choque?
No dia de seu aniversário de 24 anos, a mãe de Isabella recebeu a visita de Yves Ota, cujo filho foi sequestrado e assassinado em São Paulo há alguns anos. Ota a convidou para iniciarem uma campanha contra a violência nos estádios de futebol. Isto ficou em segundo plano. Ota ficou tão impressionado com o alto astral da mãe de Isabella que não falava em outra coisa.
Isabella, Isabella, tanta meiguice, tanta carência.
Envolvida num jogo onde a mãe quer folga da filha, especialmente nos finais de semana para sair com o namorado. E a mãe dá o passe para o 'ex', que por sua vez, já tem uma nova família , sem lugar para a filha da ex. E a filha da ex é aquela que será sempre a bola da vez. Assim, um pai sob pressão, uma mãe com outros interesses, uma madrasta de índole duvidosa e match point! Dou a mão à palmatória se estivermos diante do roteiro de 'O Fugitivo'. No caso Isabella, se correr o bicho pega e se ficar o bicho come: o mordomo é o culpado. Na falta dele, procurem a maçã envenenada. E quem envenenou a maçã? Nunca foi tão atual a história da Branca de Neve.
Isabella não foi, não é e não será a última.
Infelizmente.
Moral da história:
Deu João Bosco na cabeça: 'tá lá o corpo estendido no chão'.
 
EM TEMPO:
 
Com um texto imbecilóide, Xuxa também se manifestou no caso Isabella. A rainha dos baixinhos defende o fim do castigo infantil, assim como ocorreu com a escravidão e a violência contra as mulheres. Será que ela não leu sobre os trabalhadores escravos no Pará? Não sabe que o Brasil é um dos recordistas em violência contra a mulher e também campeão na impunidade dos autores? A mãe da Sascha vive mesmo no Planeta Xuxa...
 
EM TEMPO 2:
 
O buraco é mais embaixo.
Eu quero saber o que já foi feito ou será feito para que adolescentes criados pelo crime organizado não assaltem e arrastem crianças pelas ruas embalados pela droga e a
violência 'fashion'...
Eu quero saber das crianças que trabalham de sol a sol, quebrando pedra em regime de semi-escravidão nas fazendas do Centro-Oeste ou que são 'domesticadas' por empresárias e pessoas inescrupulosas, bem ali na cara da lei, ou, muitas vezes, sendo elas 'a lei'. Isabella,
descanse em paz. Você foi uma vítima do despreparo dos
seus familiares, de uma sociedade que trata da vida como troca de roupa, de acordo com o cabelo da Susana Vieira, da nova peruca da Thaís Araújo ou da nova foto da bunda da mulher-melancia. Desculpe, mas há muitas, muitas crianças precisando de você como anjo por aqui. Que tal você ajudar aquela inglesinha, a Madeleine? Afinal, ela tem pais, que, apesar das intrigas que o alto escalão de pedófilos plantou na imprensa e tentou incutir na opinião pública, a amam e a querem acima de qualquer suspeita. Isabella, proteja Maddie e tantas crianças anônimas, que, como ela, sofrem o abuso e o descaso dos adultos.
 
Aqui, parte de outro artigo da Junia, mais atual.
 
E naquela outra história....
A madrasta agrediu e esganou. O pai, ao invés de defender, de tentar reanimar, madrastamente atirou pela janela e assassinou. O avô encobriu a 'besteira', apagou pistas. A Justiça madrastamente liberou os criminosos desrespeitando as evidências e o trabalho exemplar da polícia e do Ministério Público. A mãe, não chorou. Sorriu. Já vi muita gente rir de nervoso, ficar passada por medicação, entrar em estado de choque, numa situação trágica... Mas o batom estava impecável. Os óculos escuros, o cabelo lavado, arrumado. Que mãe é esta que não perguntou porque a filha era mordida e aparecia com marcas roxas sempre que voltava da casa dos 'inocentes'?
Mas, caiu a ficha. E a Ana, mãe, chorou. Sim, ela se emocionou ao conhecer a Xuxa pessoalmente. E tiete, não segurou as lágrimas. E por Isabella?
Moral da história: nas fábulas infantis, as princesas passam o pão que o diabo amassou, mas a maldade não ultrapassa a cota de uma madrasta por princesa. Depois dizem que a vida imita a arte. Não é verdade. Ou se é, o caso Isabella reafirma que toda regra tem mesmo exceção: 'mãe-madrasta; tia-madrasta; pai-madrasta; madrasta-madrasta; imprensa-madrasta...' Só espero que a Justiça não seja também madrasta".

16.5.08

Ideologia S/A

By Alexandre Inagaki

Li uma notícia no jornal O Globo que chama a atenção tanto pela comicidade involuntária quanto pela pateticidade de nossos parlamentares. Eis a manchete: Troca de palito por fio dental em restaurantes é rejeitada. O texto comenta um projeto de lei apresentado pelo deputado estadual João Pedro, que propunha que os restaurantes cariocas trocassem a oferta de palitos por fio dental. Esta importantíssima proposição por pouco não foi aprovada por aclamação; o pedetista Paulo Ramos puxou o freio de mão ao afirmar, num arroubo de bom senso, que a Assembléia seria ridicularizada caso o projeto fosse aprovado.

Tão bizarro quanto o projeto de lei foram a justificativa dada pela deputada Beatriz Santos para votar foi contra a proposta: "Não tenho certeza se é fio dental pra ir à praia ou fio dental para os dentes. Por isso, voto não". |-|

* * * * *

Outro projeto de lei que anda dando o que falar foi apresentado pelo deputado federal Jorge Bittar, que trata do mercado de TV por assinatura. O trecho mais polêmico diz respeito à implantação de cotas destinadas a "incentivar o conteúdo audiovisual brasileiro". A proposta fala em duas cotas: uma sobre os pacotes de canais, propondo que 25% dos canais obrigatoriamente sejam programados por empresas brasileiras, com veiculação expressiva de horas de conteúdo nacional; a outra incidiria sobre todos os canais, estipulando que estes deverão veicular três horas e meia semanais de conteúdo brasileiro, sendo metade desse período obrigatoriamente realizado por produtoras independentes. Tais cotas deverão ser implementadas ao longo de 4 anos.

Não me agrada nem um pouco esse tipo de proposta que impõe regras a fórceps. Mas devo dizer que fiquei mais irritado ainda com as falácias propagadas pela campanha Liberdade na TV, fartamente divulgada em intervalos comerciais. Segundo o site oficial do "movimento", nós, clientes de TV por assinatura, devemos nos engajar contra esse projeto de lei por vários motivos simplesmente risíveis. Vide este argumento patético: "AMEAÇA DE UM FUTURO CHEIO DE REPRISES". Pelamordedeus. Há anos episódios de seriados são reprisados ad nauseam, que o digam telespectadores que acompanham séries em canais como Sony, Fox e Warner. Porém, pior ainda é ter de agüentar aquelas chamadas infames do Canal Sony, falando de "mentes perigosas" e "machos de respeito", que são marteladas a cada bloco comercial.

Michey Guevara.A tal campanha, patrocinada pela "Associação Brasileira de Televisão por Assinatura", também fala que estão "ameaçando nossa liberdade de escolha". É mesmo, cara pálida? Hmm, que tal se a ABTA der um bom exemplo e permitir que nós, assinantes, possamos escolher quais canais queremos adquirir, em vez de sermos obrigados a comprar pacotes fechados repletos de canais que exibem documentários tediosos, desenhos desanimados, programas de telecompras e outros entulhos que nos são empurrados goela abaixo? Não seria interessante também ver novos assinantes livres de imposição de assinar contratos de no mínimo 1 ano, sendo obrigados a pagar multa rescisória caso desejem exercer seu direito legítimo de reprovar os serviços oferecidos por uma operadora e cancelar suas assinaturas antes desse prazo?

É incrível constatar como certos grupos banalizam a palavra "liberdade" e ainda tentam usar pessoas como massa de manobra de seus interesses. Não à toa, o site Liberdade na TV não possui qualquer fórum de discussões ou espaço para que internautas possam discutir o assunto. Também é significativo o uso constante de verbos no modo imperativo: "ASSISTA. MOBILIZE-SE. PROTESTE!". O que mais faltou ordenar ao seu rebanho de ovelhas apascentadas? FAÇA BIQUINHO? DÊ A BUNDA? NÃO CORRA, NÃO MATE, NÃO MORRA? TOQUE RAUL?

Mais decente foi a atitude de Jorge Bittar, relator do polêmico projeto, que criou um blog com diversas informações para todos que quiserem compreender melhor suas propostas e debater o assunto. Por mais que eu discorde de vários posicionamentos do deputado Bittar, ao menos encontrei lá um espaço aberto para críticas. Enquanto isso, aguardo desesperançoso pelo dia em que esse pessoal da ABTA decidir criar um espaço efetivo para discussões, implementar serviços decentes de atendimento por telefone e, enfim, oferecer a opção de assinarmos apenas os canais que nós desejamos assistir.

* * * * *

É difícil não tornar-se cético e cínico diante de certas notícias. Por exemplo, quando soube que Ziraldo (chamado por Ivan Lessa de "o subversivo da caneta Pilot") e Jaguar ganharam o direito de receber indenizações milionárias, às custas dos cofres públicos, sob a justificativa de "reparação e indenização pelos traumas que sofreram como vítimas da ditadura militar", não pude deixar de concordar com a observação que Millôr Fernandes fez: "Eu pensava que eles estavam defendendo uma ideologia, mas estavam fazendo um investimento".

Nestes tempos nos quais a imagem de Che Guevara virou ícone banalizado de camiseta, percebo que é difícil criticar essa juventude despolitizada que, ao contrário do que apregoava a letra de Cazuza, não está nem aí para a busca de ideologias. Parafraseando Drummond, constato que as utopias de 1968 tornaram-se apenas um retrato na parede (ou, pior ainda, uma mera foto num álbum de Orkut). E isso dói.

5.5.08

Mineirim

O mineirim entra num boteco e vê anunciado acima do balcão:

Pinga___________________________ R$ 1,00
Cerveja_________________________ R$ 2,50
Pão de queijo____________________ R$ 2,00  
Acariciar órgão sexual_____________ R$ 5,00

Checando na carteira, para não passar vergonha, ele vai até o balcão e chama uma das três garotas que estão servindo bebidas nas mesas: 

- Ô moça, faiz favor...
- Sim? - responde ela com um sorriso lindo - Em que posso ajudar? 
- É ocê que acaricia os órrrrgão sexuarrrr dos freguêis?
- Sou eu mesma... - responde ela, com voz 'caliente' e um olhar bem sensual.
- Então, ocê lava bem as mão, quieu quero um pão de queijo!

Experiência

"O cão é realmente o melhor amigo do homem.
Se você não acredita, faça a seguinte experiência: 
- Coloque seu cachorro e sua esposa no porta-malas do carro e feche...
- Depois de uma hora, abra.
- Quem estará realmente feliz em ver você?"