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Recomeçar


Recomeça...

Se puderes

Sem angústia

E sem pressa.

E os passos que deres,

Nesse caminho duro

Do futuro

Dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances

Não descanses.

De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,

Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.

Sempre a sonhar e vendo

O logro da aventura

És homem, não te esqueças!

Só é tua a loucura

Onde, com lucidez, te reconheças...


Miguel Torga


Nome:
Local: Porto Alegre, RS, Brazil

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8.7.08

Isso Que Chamo De Idéia De Retardado

By Cardoso on Fenomenologia

retardoll.jog

Está na moda nos EUA e nas Zoropa bonecas "politicamente corretas", que apresentam problemas e deficiências. Há bonecas em cadeira de rodas (eu sei, também lembrei da Wheelchair Rebecca), bonecas com cão-guia e agora lançaram essa aberração, uma boneca com Síndrome de Down.

A idéia é que com bonecas com problemas semelhantes as crianças passarão a ser ver mais integradas às outras, bla bla bla e bla.

Olha só; tenho um segredo a contar: Se você tem um cromossoma a mais, se mamãe tomou muita Talidomida ou se você é meio "lentinho" por só ter um casal de avós, você tem problemas. Não é "especial". Isso é uma besteira politicamente correta que criaram para tentar confortar os pais. Criança Especial é uma criança que consegue voar. Kal-El é uma criança especial. Se você se forma em medicina com 12 anos, é especial. Se você baba descontroladamente, não é.

O mundo é injusto. Mamãe e Papai dizem que te amam mais do que se você fosse como as outras crianças (eles na verdade pensaram "normal" mas não querem te magoar). Eles estão mentindo. Eles realmente adorariam que você conseguisse ir ao banheiro sozinho com 18 anos.

JakeTucker Felizmente há pais conscientes que não gostam dessa moda. Nesta matéria do Daily Mail conhecemos Emma Moorcroft é mãe de uma menina de 5 anos com atrofia muscular. Está presa a uma cadeira de rodas e nunca vai andar. Quando a mãe soube dos brinquedos, gostou, foi atrás esperando uma Barbie em uma cadeira de rodas fashion, mas quando viu as considerou ofensivas. Sua filha é consciente de sua auto-imagem, adora usar roupas da moda e jamais se identificaria com aquela aberração. "Essa boneca a segregaria e tornaria sua deficiência ainda mais evidente".

Outra mãe tem um filho de três anos que depois de uma meningite teve que amputar as pernas e alguns dedos. Mesmo assim a mãe acha as bonecas "perturbadoras, um tanto sinistras". E dá a dica: "Seria fantástico se o Action Man pudesse remover as pernas durante a noite e no dia seguinte colocá-la de volta, pronto para conquistar o Mundo". Isso, diz ela, o tornaria um modelo para crianças com próteses.

joefamilyguy Exato. As bonecas dessas linhas são todas baseadas no conceito de "coitadinho". O problema é que os pais compram essa idéia, "vamos todos fingir que meu filhinho é normal. Melhor, vamos fingir que ele é superior a uma criança normal, vamos chamá-lo de ESPECIAL".

Crianças não querem ser "especiais". Crianças querem fazer parte de um grupo. Tratando-as como coitadinhas, exigindo que sejam tratadas como coitadinhas elas ficam mimadas (tenho uma prima com hidrocefalia que só falta bater na mãe) e despertam a raiva de outras crianças.

Vou contar outro segredo: Crianças gostam de heróis, mas heróis precisam fazer coisas heroísticas. Nenhuma criança acha graça em uma boneca, um personagem que não faça nada demais. Os pais podem achar o máximo aquela conversa de superação, vitória, conquista, mas para uma criança, deficiente ou não um boneco que represente alguém tão sem-graça quanto os pais dela não é divertido.

Em Family Guy temos os dois exemplos: O Jake, filho do Tom Tucker, que você pode ver na foto de camisa azul tem um certo problema, quase imperceptível, eu sei, mas seu pai faz questão de dizer que ele é normal, que as pessoas não estão olhando pra ele, bla bla bla. Jake tem problemas.

Já Joe é um policial que ficou paraplégico perseguindo um bandido. Faz parte da turma, sai para beber com todo mundo, dança, patina, participa da versão deles do Esquadrão A e não faz o papel de "tadinho de mim". Joe é um personagem muito mais popular.

Parem com essa moda politicamente correta de crianças "especiais" e coitadinhas. Sejam honestos, expliquem que merdas acontecem, elas deram azar mas podem, sim se integrar à sociedade, e que ninguém precisa ter pena delas para isso.

Quanto aos heróis e modelos, sugiro que abandonem essas bonecas do demônio e se voltem ao passado.

Afinal quando eu era criança um de nossos maiores ídolos era um sujeito que tinha perdido as duas pernas, um braço e um olho.

SixMillionDollarMan1


Fonte: Blog Do Cardoso