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Recomeçar


Recomeça...

Se puderes

Sem angústia

E sem pressa.

E os passos que deres,

Nesse caminho duro

Do futuro

Dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances

Não descanses.

De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,

Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.

Sempre a sonhar e vendo

O logro da aventura

És homem, não te esqueças!

Só é tua a loucura

Onde, com lucidez, te reconheças...


Miguel Torga


Nome:
Local: Porto Alegre, RS, Brazil

Procurando respostas...

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24.10.08

Dona Mãe Da Eloá, Faça O Favor De Devolver Meu Dinheiro

By Cardoso on Fenomenologia

De todos os vícios sociais do brasileiro talvez o pior seja querer aparecer bem na fita, SEMPRE. Todo mundo tem sempre que ser bonzinho. Os outros, tudo bem. O pessoal adora quando eu desço a lenha no Tabet (aliás 22/10 foi aniversário da invenção da Xerox, parabéns pela data) e vivem querendo que eu me pegue com o MrManson (com a Mírian ninguém incentiva. Tá bom.) E não gostam quando digo que sou esperto demais pra entrar em um embate com o Manson, não sou jornalista piauiense.

Quando é com a própria pessoa toda a sede de sangue some, ao menos em público. Mesmo casos onde os sentimentos instintivos de raiva, vingança, ódio cego são justificados não são aceitos nem respeitados. Quer ver o pai da tal Eloá virar vilão? Não é nem por estar foragido depois de ter se envolvido em vários homicídios. Isso a população perdoa. O que a população não perdoa é se ele aparecer na televisão e falar do pobre Limdemberg:

Eu vou matar esse filho da puta!

Vai chover de gente criticando o sujeito. Os abutres dos Direitos Humanos (que em nenhum momento apareceu para se oferecer no lugar da Nayara, Narjara, sei lá) cairiam em cima, um sociólogo diria que violência só gera mais violência (como se o Pai da Eloá fosse virar o Dexter por livrar o mundo de um psicopata) e padres diriam que a solução seria rezar pela alma do pobre Lindy. Todos juntos nessa corrente pra frente rezando também pela linda Eloá, enorme incomensurável tragédia, não importa que nos 4 dias que durou a tragédia tenham morrido 61.3691 crianças menores de 5 anos no mundo. Metade, de inanição. Que se dane, deviam ser quase todas marronzinhas, não é?

 

Ah, não esqueçam as Assistentes Sociais de Botequim dizendo que cadeia é uma coisa ruim (oh d'oh!!!) e que é punição, que cadeia deveria reeducar. EM NENHUM LUGAR DO MUNDO ISSO EXISTE. Não HÁ reeducação, o sujeito SABE que está ali porque fez merda e se não quiser voltar, não faça mais merda. Crianças de 5 anos entendem essa lógica. Não há nenhuma complexidade nesse raciocínio.

Mas não. Todo mundo tem que posar de bonzinho, mesmo a mãe-cúmplice da Eloá, que foi co-responsável pela morte da filha, ao deixar que uma menina de 12 anos namore com um pedófilo (lá se vai meu AdSense) de 19 anos. Eu DUVIDO que essa mulher por dentro não esteja odiando com todas as forças o sujeito. Isso é genético, toda mãe está programada para proteger e zelar pela cria, exceto mamães-psicopatas que afogam os filhos em lagos, mas isso é outra história.

Aqui as convenções sociais da realidade brasileira, afogada de culpa católica (nem isso aprenderam com os judeus. Eles inventaram a culpa mas não para uso próprio) a mulher tem que abrir mão de seus instintos mais básicos e declarar:

"Eu consigo perdoar o Lindemberg, de todo o meu coração, mas que a justiça seja feita. Eu sei que ela está com Deus e eu estou feliz"

OK, dona Ana Cristina, então façamos o seguinte:

1 – A senhora por favor devolva aos cofres públicos TODO o dinheiro gasto na operação de cerco. Peça desculpas ao GATE por ter prejudicado a imagem da corporação envolvendo-a em um assunto que não lhes dizia respeito. Explique que não era caso de polícia. Melhor ainda, devolva o dinheiro diretamente aos contribuintes. Eu passo em média uma semana por mês em São Paulo, tenho direito a um percentual do bolo. Contato por email para a conta de depósito.

2 – Escreva uma carta ao Governador do Estado de São Paulo pedindo para que todas as acusações sejam retiradas e que o Jovem Limdemberg seja solto. Como mãe da vítima, se a senhora o perdoou, quem é um Juiz estranho para contrariar seu desejo?

 

Após isso eu a parabenizarei por seus princípios cristãos, e verei que a senhora está falando sério, e não apenas fazendo pose de boazinha.

De resto, sobre sua declaração:

Minha filha está muito feliz. Ela deu a vida a essas pessoas. Talvez Deus tenha feito isso para dar a vida a elas

Sua filha não está feliz. Está morta. Ela morreu nas mãos de um psicopata. Ponto final. E se matar de forma estúpida uma garota de 15 anos é a melhor forma de conseguir órgãos para doação, lamento informar mas esse seu Deus é mais psicopata do que o Limdemberg.

Claro, vão me atacar por este post, vão chamar de insensível, sem Jesus no coração. Quer saber? Preemptivamente, FODAM-SE os que reclamarem. Bando de hipócritas adestrados para chorar e se indignar diante de tudo que a TV manda.  Eu não estou nem aí para a Eloá, e você também deveria. Sabe porquê? Porque se você se indignar com a Eloá terá que se indignar mais ainda pela Tamires Azevedo de Freitas e pela Erlândia Santos Rodrigues.

Não conhece? Eu ajudo. A Tamires é estudante, 18 anos, estava grávida quando foi atropelada por um imbecil de 17 anos, em Niterói. Já a Erlândia morava em Vera Cruz, a 42Km de Porto Seguro. Tinha 13 anos, mas isso não impediu que fosse estuprada e morta covardemente.

"Os familiares da menina estão chocados. Eles disseram que Erlândia não tinha namorado e costumava sair mais nos finais de semana. "Ela só andava sozinha. Não tinha má companhia", disse o avô, Odílio Ribeiro de Souza, 68"

Balança kármica por balança kármica, eu acho que uma menina de 13 anos sem namorado que não tinha má companhia terminar estuprada e morta é muito mais chocante e digno de preocupação do que uma de 15 namorada de bandido desde os 12 anos. Mas a Erlândia era pobre, tinha nome de pobre e não apareceu na televisão, então que se rale.

 

Posts Excelentes sobre o assunto:

 

Dados:

1 - 5,6 milhões de crianças entre 1 e 5 anos mortas por ano no mundo. Metade por subnutrição. Fonte: UNICEF

Fonte: Contraditorium

11.10.08

Coisa Ruim!

Dois amigos caipiras do interior de Minas conversando:

- Zé! Fala uma coisa ruim!!
- Minha sogra!!

- Não sô!! Coisa ruim de cumê!!
- A fia dela!!!

Lista De Casamento

A velhinha, com mais de 80 anos, mas toda elétrica,
 entra na farmácia.
 - Vocês têm analgésicos?
 - Temos sim senhora.
 - Vocês têm remédio contra reumatismo?
 - Temos sim senhora.
 - Vocês têm Viagra?
 - Temos sim senhora.
 - Vocês tem vaselina?
 - Temos sim senhora.
 - Vocês têm pomada anti-ruga?
 - Temos sim senhora.
 - Vocês têm gel para hemorróidas?
 - Temos sim senhora.
 - Vocês têm bicarbonato?
 - Temos sim senhora.
 - Vocês têm antidepressivos?
 - Temos sim senhora.
 - Vocês têm soníferos?
 - Temos sim senhora.
 - Vocês têm remédio para a memória?
 - Temos sim senhora.
 - Vocês têm fraldas para adultos?
 - Temos sim senhooooora. - Vocês têm...
 - Minha senhora, aqui é uma farmácia, nós temos isso
 tudo.
 Qual é o seu problema?
 - É que vou casar no fim do mês. Meu noivo tem 95 anos e
 nós gostaríamos de saber se podemos deixar nossa Lista de
 Casamento aqui com vocês...???

Fique Fora Destas

Aproveite: as listas do que não fazer antes de
morrer são mais divertidas e menos cansativas


Bel Moherdaui

Ilustração Negreiros

Curtir a vida nunca exigiu tanto esforço. Desde que Dave Freeman e Neil Teplica publicaram o livro Cem Coisas para Fazer Antes de Morrer, em 1999, listas do tipo vêm criando um sem-fim de obrigações a ser cumpridas antes que soe a hora final. Tem até uma lista dos cinqüenta peixes a ser pescados. Freeman morreu em agosto, de acidente (aos 47 anos e tendo completado metade da lista), mas legou a permanente sensação de que sempre falta fazer alguma coisa importante. Para amenizarem a frustração, três livros recentes listam o que não fazer antes de morrer. Os títulos, claro, não variam muito: 101 Coisas para Não Fazer Antes de Morrer, do americano Robert Harris, Não Ligo a Mínima – 101 Coisas para Não Fazer Antes de Morrer, do inglês Richard Wilson, e Cai Fora! 103 Coisas para Não Fazer Antes de Morrer, do inglês Sam Jordison. "Eu, que ainda não cheguei aos 40 anos, vi as listas do que fazer e tive a sensação de que nunca iria conseguir. Primeiro fiquei meio deprimido. Depois percebi que era ridículo e decidi livrar as pessoas desse tipo de opressão", brinca Jordison, que é crítico literário do jornal The Guardian. Resumindo, não se mate se você não conseguir:

Visitar o Taj Mahal — Conhecer o mausoléu transformado em declaração póstuma de amor é item obrigatório dos viajantes aventureiros. Atente-se para o fato de que o monumento é cercado de Índia por todos os lados: o rio cheira mal, o calor é insuportável, mendigos imploram por trocados e, acima de tudo, há turistas demais. Todos, sem exceção, tirando fotos que serão versões pioradas das imagens dos cartões-postais e guias de turismo. "Eu estive no Taj Mahal e acho que acontece o mesmo que com as pirâmides do Egito e com Machu Picchu: já vimos tanto na televisão e em fotos que, ao vivo, não são tão bonitos. Também dizem que é incrível mergulhar nas Maldivas, mas eu nem sei nadar. E aposto que muitas daquelas cenas eu vi em Procurando Nemo", disse Wilson a VEJA.

Conhecer vinho – Algumas pessoas nasceram no terreiro, outras no terroir. É possível, com grande esforço, fazer a transposição de um para o outro. Se não tiver jeito para a coisa, faça como todo mundo e escolha o vinho pelo preço. Saiba que a lei da oferta e da procura funciona: os mais caros são os melhores e os menos caros são os não tão bons.

Aprender outra língua – Grego antigo, alemão moderno, mandarim? Quem já fala no mínimo outros três idiomas pode se dispensar da obrigação. A regra só não serve para mulheres solteiras que querem usar o método de aprender italiano, na Itália, usando o universal e comprovado método de namorar um local.

Ler Guerra e Paz – Ou Ulisses, ou a Ilíada. São obras-primas da literatura, é verdade. Mas ninguém é obrigado a ler suas centenas de páginas se não aproveitar de verdade. Em resumo: não acabe um livro de que você não gosta. Leia outra coisa.

Completar uma maratona – Não basta caminhar na esteira, correr no parque, gastar o calçadão? Para os obcecados por saúde, quem nunca correu 42 quilômetros, como o soldado grego Feidípedes (que morreu depois de completar o trajeto entre Maratona e Atenas), é um sedentário comedor de pipoca na frente da televisão. Se der muita vontade, deite e espere passar.

Pôr em prática o Kama Sutra – Ou fazer sexo na praia. Ou no avião. Sexo é prazer, não competição. "Desde quando contorção corporal é coisa erótica?", pergunta Jordison em seu livro. Sem o peso da obrigatoriedade, quem sabe surjam umas idéias.

Assistir a Boca Juniors e River Plate no Bombonera, em Buenos Aires – Ou ao Fla-Flu no Maracanã, a Corinthians e Palmeiras no Pacaembu (quando o Timão sair da segunda divisão). Quem torce por algum dos times já foi. Quem não torce ficará impressionado por não mais que quinze minutos. E ainda restarão 75 – de péssima comida e banheiros muito, muito sujos.

Pular de pára-quedas – Ou fazer bungee jumping. Ou, radicalismo dos radicalismos, praticar o "zorbing", assustadora modalidade em que o praticante é colocado em uma bola gigante, muitas vezes cheia de água, que rola morro abaixo. "Nunca tinha ouvido falar nisso até ler as listas do que fazer. Se você é viciado em adrenalina, faz sentido. Eu sofri um acidente de carro e posso dizer que a sensação é a mesma. Taquicardia, frio e tremedeira. É muito desagradável", descreve Jordison.

Ir a uma praia de nudismo – Além de correr o risco de sofrer queimaduras em áreas nunca dantes bronzeadas, você se sentirá inferior diante de corpos mais bonitos ou constrangido por outros nem tanto. E passará o dia sendo examinado por estranhos.

Nadar com golfinhos
Esta é a forma mais cara de entrar em contato com a natureza que já inventaram.

Tentar aparecer na televisão
Segundo um dos autores, você não gostaria de passar por um dos tolos que você na tevê querendo aparecer na tevê, não?

Assistir a uma corrida de Formula 1 em Mônaco
Além de um barulho infernal, os carros passam rápidos demais, não dá para saber quem está em qual colocação, é impossível ver a maior parte da pista, o ar fica cheirando a gasolina e os preços são extorsivos.

Tocar em um tigre
"Eu sigo três regras: se uma coisa demanda muito tempo, muito dinheiro ou é perigosa demais, eu evito", disse o produtor de televisão inglês Richard Wilson, autor de Não ligo a mínima - 101 coisas para não fazer antes de morrer.

Passar a virada do ano em Times Square, em NY
Entre outras coisas faz muito frio, o tempo todo alguém faz uma piadinha sem graça, todas as ruas em volta estão fechadas por causa da passagem das autoridades e você percebe que ficou preso no meio de 500.000 pessoas. Depois de um bom tempo de pé, você precisa de um banheiro.

Viagens pouco recomendadas: Pamplona, para participar da corrida de touros; nadar no Canal da Mancha; ir à Ilha de Páscoa
"Um amigo foi à Ilha de Páscoa, que é realmente longe, principalmente para quem sai da Europa. Lá, você vê as estátuas - que são realmente incríveis - , mas aí você percebe que gastou apenas 10 minutos e agora está preso em uma ilha no meio do Oceano Pacífico e não há nada mais para fazer. Meu amigo disse que viu muita gente tentando adiantar o vôo porque havia feito reserva para ficar ali por mais uma semana", contou Jordison.

Entrar no Guiness, garantir um lugar na história, conseguir que uma espécie (ou uma estrela) seja registrada com o seu nome, ser totalmente sincero com o seu cônjuge
Todas coisas impossíveis de ser realizadas, pense bem.

Comer (ou tomar) coisas esdrúxulas em recipientes inadequados
Por exemplo o peixe fugu (o baicu venenoso servido como iguaria fina em sashimi no Japão), comer hákarl ("tubarão podre", prato da Islândia), tomar champanhe num sapato de salto, tomar o caríssimo café Kopi Luwak (as sementes são digeridas e excretadas por um espécie de gambá (da Indonésia) antes de serem processadas.

Ficar rico – Se não ficou até agora...

Publicado na VEJA desta semana.