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Recomeçar


Recomeça...

Se puderes

Sem angústia

E sem pressa.

E os passos que deres,

Nesse caminho duro

Do futuro

Dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances

Não descanses.

De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,

Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.

Sempre a sonhar e vendo

O logro da aventura

És homem, não te esqueças!

Só é tua a loucura

Onde, com lucidez, te reconheças...


Miguel Torga


Nome:
Local: Porto Alegre, RS, Brazil

Procurando respostas...

Zoundry Blog Writer

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30.7.09

Perdão, Presidente! (Ou: Ensaio Sobre A Cegueira)

Noblat:

Peço desculpas públicas ao presidente da República por ter criticado seu comportamento diante da crise que abala o Senado e ameaça o mandato do senador José Sarney.

Precipitei-me. Fui leviano. Imaginei ter visto Lula interferir várias vezes na vida do Senado - antes da crise irromper e com ela em curso.

Antes: quando Tião Viana (PT-AC) foi ao Palácio do Planalto e saiu de lá com o sinal verde dado por Lula para disputar a presidência do Senado.

Antes: quando Sarney foi a Lula e jurou três vezes que não seria candidato.

Antes: quando Sarney voltou a Lula e disse que seria candidato atendendo a uma convocação do PMDB.

Antes:
quando Lula então abandonou Tião e ficou com Sarney.

Depois que a crise foi detonada: quando ele afirmou que Sarney era uma pessoa incomum e que, portanto, merecia ser tratado como uma pessoa incomum.

Depois: quando ele disse e repetiu várias vezes que o Senado não poderia ser paralisado por denúncias publicadas diariamente pelos jornais - e desdenhou delas.

Depois: quando ele mandou Dilma Rousseff avisar a Sarney que o apoiaria para o que desse e viesse.

Depois: quando ele forçou o PT no Senado a mudar de posição e esquecer o pedido para que Sarney se licenciasse do cargo
.

Depois: quando ele escalou o ministro José Múcio Monteiro, das Relações
Institucionais, para desautorizar o líder do PT Aloizio Mercadante que voltara a defender a licença de Sarney.

Foi tudo um tremendo engano da minha parte. E não me consola o fato de que a maioria dos meus colegas também se enganou.

Fomos vítimas de um ataque de cegueira coletiva.

Lula disse hoje, irritado, que nada tem a ver com a crise do Senado. E disse também que a permanência de Sarney na presidência do Senado não é problema dele.

Foi uma declaração coerente com com suas atitudes recentes.

Sarney foi devolvido ao estágio anterior de homem comum.

Perdão, presidente!

26.7.09

Editorial

O Estado de S. Paulo 

Seis anos e meio deveriam, talvez, ser mais do que suficientes para o País já não ficar perplexo com as impropriedades que ornamentam os discursos de cada dia do seu primeiro mandatário.
Desde que chegou ao Palácio do Planalto, não houve, com efeito, ocasião ou circunstância que o presidente Lula considerasse imprópria para dizer o que lhe viesse à cabeça. Em linguagem corrente, o homem simplesmente não se toca. Mas o efeito cumulativo de seus disparates, no ambiente e no momento que for - desde uma entrevista de passagem, em meio ao atropelo dos jornalistas, até uma solenidade formal de governo -, antes aviva do que anestesia o pasmo provocado pela absoluta falta de autocensura que sustenta tais enormidades.

O presidente, definitivamente, não possui o que o público chama de desconfiômetro. Quando lhe faltam argumentos racionais para defender suas teses, desanda a afirmar coisas de que em geral as pessoas, que dirá um chefe de Estado, poupam os que as ouvem, quanto mais não seja para resguardar a própria dignidade. De toda maneira, o que parece contar para Lula e o que o empurra para longe de qualquer vestígio de decoro é o intento de dar o seu recado, quantas vezes julgar necessário - e o resto que se lixe. O exemplo da hora, naturalmente, são as suas demonstrações públicas de alinhamento incondicional com o presidente do Senado, José Sarney, imerso em evidências irrefutáveis de malfeitos que o despojaram das condições mínimas para continuar no cargo e conservar o mandato.

Lula parece acreditar que as suas ações em socorro do seu principal aliado no Congresso, de quem se converteu no mais vistoso guarda-costas, não apenas haverão de garantir a sua invulnerabilidade, como ainda o farão se lançar com entusiasmo na duvidosa empreitada de unir o PMDB ao redor da candidatura Dilma Rousseff em 2010. Além de agir, enquadrando, por exemplo, a bancada petista no Senado, ansiosa por se dissociar do oligarca - se não em nome da ética, pelos cálculos eleitorais da maioria dos seus membros -, Lula acha que precisa mostrar a Sarney, por palavras, que se identifica plenamente com o núcleo da sua autodefesa, que ele externou no discurso de 16 de junho: a sua biografia o torna inimputável. (O que a opinião pública pensa disso não vem ao caso.)

Dois dias depois, no que o presidente-torcedor poderia chamar de jogada ensaiada, Lula declarou, para assombro dos repórteres que o acompanhavam ao Casaquistão, que Sarney não pode ser tratado como "pessoa comum". E foi isso, numa versão verdadeiramente escandalosa, que ele reiterou anteontem na solenidade de posse do novo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Envergonhando o emblema da República que adornava a tribuna de onde discursava, Lula advertiu o Ministério Público (MP) a não atuar "pensando apenas na biografia de quem está fazendo a investigação" - por si só, uma insinuação próxima do insulto -, mas "pensando, da mesma forma, na biografia de quem está sendo investigado". Ou seja, o MP não pode esquecer que todos são iguais perante a lei, mas alguns são mais iguais que os outros. Aqui já se trata de teatro do absurdo.

Antes, Lula aconselhara o MP a "investigar fatos, tirar as suas conclusões e tomar as providências coerentes com elas", como se não fosse exatamente isso o que fez o então procurador-geral Antonio Fernando Souza, no caso do mensalão, indiciando 40 suspeitos, de variadas biografias, como membros de uma "sofisticada organização criminosa" interessada em "garantir a permanência do partido (o PT) no poder". A vida pregressa de um réu somente pesa - como circunstância atenuante ou agravante - na hora do julgamento. Não se ofenderá a inteligência do presidente da República sugerindo que possa ter confundido as condutas apropriadas aos agentes públicos em cada etapa do devido processo legal. 

Lula não é um néscio: o seu problema, ou melhor, o problema do País, sob a sua liderança, é a sem-cerimônia com que dá ao povo que o admira um exemplo perverso de como tratar as instituições. Elas têm sido a primeira vítima de sua obstinação em conseguir o que pretende - controlar o processo político e fazer a sua sucessora.
Ele deve imaginar que a sua excepcional biografia a tudo o autoriza. Tanto pior.

18.7.09

Atire Nele, Spock!

Na segunda metade da década de 60 havia um seriado na TV chamado "Jornada nas Estrelas". 
Num dos episódios o Capitão Kirk foi capturado e o vilão criou   uma espécie de "clone" dele. Era exatamente igual ao Kirk. 
No final, Kirk entra em luta com seu clone e ambos são surpreendidos pelo Sr Spock, Oficial de Ciências e imediato de Kirk. 
O clone de Kirk então grita: 
- Atire nele, Spock, eu sou o verdadeiro Kirk!
Spock não sabe como agir, porque ambos são praticamente iguais.  
É quando o verdadeiro Capitão Kirk diz: 
- Sim, Spock, dispare, mas dispare em nós dois, pela segurança da nave.
Spock aponta o phaser para  o clone e o destroi. 
O inteligente Sr Spock deduziu que somente o verdadeiro  Capitão Kirk  teria tal desprendimento, sacrificando a si próprio pela sua amada nave espacial.   
É a minha sugestão para as próximas eleições. Na dúvida, não vote em nenhum dos já eleitos para o presente mandato.  Removendo todos os 54 senadores que precisam renovar o mandato, teremos pelo menos uma  possiblidade, quem sabe, de colocarmos lá pessoas melhores. Nada teremos a perder e, se você tem algum senador que considera acima de qualquer suspeita, vote nele, mas   siga a regra geral para todos os outros. Eliminemos-los todos, pela segurança da nave.

Vilaça -
http://www.geocities.com/clarival
http://twitter.com/vilacapqd


 

16.7.09

"É De Embrulhar O Estômago!"

De Cláudia Lamego e Adauri Antunes Barbosa:

Decepcionante. Triste. Desconfortante. Uma facada. Uma traição. Nojo. Em poucas palavras, representantes da geração que foi às ruas em 1992 pedir o impeachment do então presidente Fernando Collor resumiram seus sentimentos ao ver nos jornais, ontem, a foto do presidente Lula abraçando o antigo adversário. Caras-pintadas como o escritor Marcelo Moutinho, que era militante do PT à época, se disseram indignados com os elogios de Lula ao senador Collor, 17 anos depois:

- É de embrulhar o estômago. Hoje (ontem), quando vi a primeira página do GLOBO, encontrei mais um motivo para desacreditar na política. Não que fique surpreso, porque concessões, em nome do pragmatismo, até são compreensíveis. Mas há imagens simbólicas, e essa é uma delas. Pragmatismo tem limite. Há concessões que vão além do pragmático: são uma facada na própria biografia dele (Lula), e em quem acreditou nele, por consequência.

Anteontem, em Alagoas, Lula abraçou Collor e disse que precisava fazer justiça com o ex-presidente e o líder do PMDB, Renan Calheiros, que "têm dado sustentação muito grande ao governo no Senado".

Moutinho lembra que, na época das passeatas do Fora Collor, ele tinha o cuidado de, mesmo como petista, pedir aos colegas de faculdade que não usassem o broche do partido nas manifestações.

- Meu argumento era de que aquilo não era um movimento de um só partido, mas de indignação de toda a sociedade - diz Moutinho, que tinha 20 anos em 1992.

7.7.09

RockWalk Brasil


Meus Caros, a Nathalia pediu uma forcinha na divulgação deste evento. Não só para quem viveu sua adolescência ao som destes caras, mas para todos aqueles que curtem Rock, é imperdível!

A Calçada da Fama do Rock Brasileiro
em exposição no Praia de Belas Shopping

O Praia de Belas traz a Porto Alegre, entre os dias 1º e 12 de julho, a exposição RockWalk Brasil, uma versão brasileira da RockWalk, a Calçada da Fama do rock americano, inaugurada em 1985 na Sunset Boulevard em Hollywood, na Califórnia.

O projeto, uma realização do músico e jornalista Marcio Mota, apresenta placas com impressões das mãos, autógrafos e mensagens de artistas brasileiros com relevante participação na memória do rock and roll.

A atração homenageia músicos, bandas, compositores e produtores com importante e reconhecida contribuição para a história do rock nacional. A mostra apresenta fatos da vida e da carreira de artistas como Kiko Zambianchi, Lobão, Pepeu Gomes, Paulo Ricardo, Guilherme Arantes, Fernanda Abreu, Jerry Adriani, Ronnie Von, Gilberto Gil, Raul Seixas, Cazuza, Renato Russo, Cassia Eller, Marcelo Fromer e Chico Science. Além de bandas como Ultraje a Rigor, Mutantes, Charlie Brown Jr, O Rappa, Jota Quest, Roupa Nova, Sepultura e Mamonas Assassinas.

A exposição está instalada na Praça da Magia, 1º piso do shopping, e está aberta de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h e aos domingos das 11h às 22h.

Fonte: http://nathy.com.br/rockwalk-brasil

RockWalk Brasil

Site: http://www.rockwalkbrasil.com/

Maiores informações

Nathalia Grün http://www.nathy.com.br/
twitter: @nathaliagrun