Image hosted by Photobucket.com

Recomeçar


Recomeça...

Se puderes

Sem angústia

E sem pressa.

E os passos que deres,

Nesse caminho duro

Do futuro

Dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances

Não descanses.

De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,

Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.

Sempre a sonhar e vendo

O logro da aventura

És homem, não te esqueças!

Só é tua a loucura

Onde, com lucidez, te reconheças...


Miguel Torga


Nome:
Local: Porto Alegre, RS, Brazil

Procurando respostas...

Zoundry Blog Writer

Tire todas as suas dúvidas sobre blogs.

Divulgue o seu blog!

All Images Hosting

Follow sansei10 on Twitter

30.9.10

Lulambança

O presidente Lula gosta de elogios
Carlos Alberto Sardenberg

Na verdade, acha até que os "elogiadores" têm sido modestos. Ele quer mais, como disse ontem em comício em Salvador: "Obama falou que eu era 'o cara' há dois anos e nem conhecia as pesquisas que estão saindo agora. Se ele soubesse, ia falar: 'Pô, não é que esse cara é o cara do cara?'"
É verdade que políticos, especialmente aqueles no governo, apreciam as boas palavras. Podem reparar: se um governante pede a opinião de dez pessoas sobre sua administração e ouve nove críticas e um elogio, é com este último que fica. "Bela análise", dirá, genuinamente convencido.

É por isso que políticos realmente espertos mantêm críticos nas proximidades.

É por isso que governantes realmente competentes colocam ministros e assessores fortes, com razoável grau de independência, para que façam o contraponto e coloquem limites.

Não é o caso do governo Lula. Não que o time seja todo ele incompetente, mas é evidente que todo o pessoal do governo e do partido entregou-se inteiramente ao "cara de todos os caras".

Isso resulta de uma mistura de sentimentos: genuína veneração do líder, medo de se contrapor a ele, oportunismo e pragmatismo. De modo que temos, de um lado, um presidente com elevada autoconfiança, admiradíssimo com ele mesmo, achando que pode tudo, e, de outro, ministros e assessores que ou concordam com ele ou não o enfrentam por medo ou por achar que não vale a pena. É o caso daqueles que dizem que o PT vai voltar ao poder quando Lula se for.

Mas há outra atitude que pode ser a mais prejudicial ao país: o comportamento dos membros do governo que consideram ter o mesmo poder ou o mesmo direito de fazer o que bem entendem.

São os que se acham os verdadeiros "subcaras".

Acontece direto na área econômica.

Lula mandou a Petrobras turbinar seus investimentos, mesmo contrariando pareceres técnicos, mandou tocar as usinas lá do Norte, como a de Belo Monte, apesar de enormes restrições técnicas, ambientais e econômicas, mandou avançar com o caríssimo e inútil trem-bala e por aí vai.

A pergunta ingênua aqui seria esta: mas como é que passa? Não tem ninguém para alertar? Passa porque esses programas despertam enormes interesses e cobiças.

Quem tem uma empreiteira acha ótimo que o governo se comprometa a fazer obras gigantescas, com financiamento subsidiado e risco do próprio governo.

Na gestão de política econômica propriamente dita, a orientação de Lula foi clara: vamos gastar. No início de seu primeiro mandato, pressionado pelo mercado, alvo de desconfianças, Lula foi obrigado a concordar com um programa de austeridade e contenção do gasto público. Foi quando o governo fez expressivos superávits primários (economia para pagar juros), bem superiores aos da era FHC.

Depois da saída de Palocci do Ministério da Fazenda, a orientação foi mudando.

A recuperação do crescimento econômico - empurrada pela espetacular expansão global, especialmente da China - abarrotou os cofres do governo de dinheiro novo. Depois, na crise, firmou-se a tese mundial de que os governos deveriam gastar para estimular a economia.

"Política anticíclica", repetia o ministro Mantega. Mas quando a crise passou e o Brasil voltou a crescer, o governo continuou a elevar seus gastos. Se o argumento "anticíclico" fosse uma regra de fato e não uma desculpa, o comportamento da administração pública neste momento seria o contrário. Se as empresas e as pessoas voltaram a tomar crédito e a gastar, o governo passa a poupar, inclusive para fazer caixa para os anos ruins.

Números e contas públicas aceitam desaforo até certo ponto. Já as atuais autoridades econômicas, como funcionárias do "cara do cara", acham que não estão fazendo nenhum desaforo, mas inaugurando uma contabilidade nunca jamais vista na história da humanidade.

Por exemplo: tiram do nada uma receita de pelo menos R$ 25 bilhões para o Tesouro. É quanto o governo vai "lucrar" com a capitalização da Petrobras.

Reparem a operação, em termos simples: o governo vendeu para a Petrobras 5 bilhões de barris de petróleo que estão enterrados em algum lugar do pré-sal. Cobrou por isso, em números redondos, uns R$ 72 bilhões. Logo, a Petrobras ficou devendo essa grana, pelo direito de, lá na frente, pesquisar, perfurar, explorar e finalmente retirar o óleo do fundo do mar.

Em seguida, a Petrobras abre seu capital e oferece ações ao mercado. O governo central (Tesouro) compra parte dessas ações, pelas quais deveria pagar à estatal uns R$ 45 bilhões. Mas como tem um crédito, pelos barris "a futuro", apenas abate o valor da conta e continua credor da Petrobras, em uns R$ 27 bilhões.

Você pensou que o negócio fecha com a estatal mandando um cheque nesse valor para o caixa do governo? Se pensou, está na contabilidade da era pré-Lula.

A Petrobras não vai despachar o dinheiro, mas o Tesouro vai registrar como receita - e assim vai fazer neste mês o maior superávit já visto na história.

E ainda vai pegar uma parte desse dinheiro escritural e emprestar para o BNDES fazer o quê? Pagar por ações da Petrobras. Resumo: o governo não colocou um centavo de verdade, mas comprou mais ações da Petrobras, aumentou sua participação e ainda recebeu um troco de 27 bilhões.

Não é o máximo? Nada nesta mão, nada nesta outra e... eis 27 bilhões.

O problema é que investimentos insensatos e essas mágicas econômicas cobram um preço, mais cedo ou mais tarde. Ficam esqueletos pelo caminho e buracos nas contas públicas, tudo a ser pago com dinheiro do contribuinte. E aí não tem mágica: o dinheiro não sairá da cartola, mas do seu bolso.

CARLOS ALBERTO SARDENBERG é jornalista.

De Severino A Tiririca

Dora Kramer
Ditos políticos não são necessariamente sábios nem confiáveis. Na maioria são apenas frases bem sacadas que, por traduzirem bem uma determinada situação, acabam tidas como verdades absolutas sem que haja uma preocupação de cotejá-las com a realidade e principalmente com a evolução dos tempos.

Há exceções. Aquelas que começam a circular com jeito de piada, mas terminam por se revelarem legítimas profecias.
Uma delas adapta o velho lema segundo o qual o Congresso seguinte é sempre pior que o anterior e tornou-se bordão do deputado Luís Eduardo Magalhães - promessa política interrompida por um enfarte fatal em 1998.
"Não há a menor chance de melhorar", repetia Luís Eduardo, mal entrado nos 40 anos (morreu aos 43), com uma sagacidade de Matusalém.
De fato, em 2011 pelo que se vê nas projeções das eleições parlamentares, sobretudo para a Câmara dos Deputados, não há a menor chance de melhorar a atuação do Poder Legislativo, cuja desmoralização gradativa ganhou especial velocidade nos últimos anos.
Mais exatamente na última década, a primeira do século 21.
Não que antes o Congresso fosse composto apenas de flores que se cheirassem. O último bom momento mesmo foi há mais de 20 anos, na Assembleia Nacional Constituinte.
Na CPI do PC e depois no processo de impeachment de Fernando Collor houve muito de oportunismo em jogo. Com aquelas acusações (graves), o então presidente poderia muito bem ter se sustentado no poder caso não fosse um analfabeto político e tivesse metade das habilidades do governo atual para enfrentar acusações (gravíssimas).
Até na Constituinte houve a notória instituição oficial do fisiologismo ("é dando que se recebe") deslavado como instrumento fiador da "governabilidade".
Mas a derrocada mesmo, a perda total do respeito, uma espécie queima de vestes em praça pública começou no Senado em 2000, quando Jader Barbalho e Antônio Carlos Magalhães (pai de Luís Eduardo) pela primeira vez disseram umas verdades um ao outro da tribuna e com transmissão direta pela TV Senado.
Os dois trocaram desaforos nunca vistos naquele ambiente tido por Darcy Ribeiro como o paraíso na Terra.
Foi um choque. Depois disso, nunca mais um senador eleito passou incólume sem escândalos - salvo os eleitos temporariamente, escolhidos exatamente por causa dos escândalos - o mandato inteiro.
A começar por Jader, que, eleito depois da briga com ACM (também presidente), precisou renunciar por causa de denúncias de corrupção.
Na Câmara é difícil estabelecer um marco, tantos são os casos, mas a eleição de Severino Cavalcanti no início de 2005 para a presidência da Casa é o mais impressionante.
Assinala o início do império do baixo clero, da era dos líderes de bancada desconhecidos, da cessão de destaque e postos importantes a deputados mais conhecidos pelas atividades extracurriculares, da transformação do Legislativo num ambiente de quinta em que perderam espaço os que têm vocação política.
Sim, há uma diferença entre aqueles cujo negócio é a política e os que transformam a política num bom negócio. Estes é que passaram a dar as cartas.
Muitos voltarão. A eles vão se juntar os arrivistas, os oportunistas, os famosos e mais a estrela de todos com a expectativa de se eleger com 1 milhão de votos: o rapaz chamado Tiririca, que aluga sua ignorância para espertalhões que se valem da estupidez de milhares que, se achando espertos, são feitos de bobos.
Manobra decorrente de um sistema eleitoral falido, único no mundo e que a nenhum dos partidos, grandes ou pequenos, nunca interessou genuinamente mudar, bem como não parece realmente interessar ao eleitorado renovar os ares que ficarão ainda mais irrespiráveis.
É uma mistura nefasta: de um lado a patifaria e de outro a alienação. A receita perfeita para formação de um Congresso pronto a confirmar o velho lema da piora gradativa do Parlamento e a acrescentar que a sociedade, conivente, anda muito sem moral para reclamar.

22.9.10

Uso Exclusivo

Dora Kramer
 

Há uma expressão (chula) na política que os veteranos usam para definir o novato afoito prestes tropeçar nas próprias pernas. Diz assim: "Para cachorro novo, fulano está com muita pressa de entrar no mato."
É o que a memória de imediato seleciona diante da resposta da candidata Dilma Rousseff ao convite do senador Álvaro Dias para falar no Congresso sobre as andanças da ex-ministra Erenice Guerra, a respeito de quem a cada dia se descobre uma nova malfeitoria.
"Convite de Álvaro Dias, nem para cafezinho", disse ela. Se, como pareceu, está preocupada com o efeito eleitoral desse tipo de solicitação, Dilma teria várias maneiras de recusá-lo. Poderia, inclusive, ignorar a declaração do senador, dizer que esperaria a solicitação formal do Legislativo para então se pronunciar.


Mas, não. Dilma preferiu dizer o que lhe veio à cabeça e da forma mais arrogante, esquecida de como foi duro aquele curto período do início da campanha quando, na ausência do presidente Luiz Inácio da Silva, que andava pelo exterior, ela cometia uma impropriedade (às vezes até duas) por dia.

Por menor que fosse, era registrada como erro, comentada com constrangimento pelos aliados e celebrada pelos adversários.

A candidata já deve ter percebido, mas pelo jeito não compreendeu: determinadas barbaridades, manifestações de desrespeito e infrações só podem ser feitas ou ditas por Lula.

É o único com salvo-conduto para cometer disparates impunemente. Ou Dilma acha que teria ido longe se o presidente não reaparecesse logo transformando, em maio, o programa do PT em horário eleitoral? Ou pensa que desperta os mesmos sentimentos de gratidão, culpa ou intimidação?

Erenice Guerra cometeu o mesmo erro de que poderia ser arrogante numa nota oficial e perdeu o lugar.

Se de fato for eleita, é bom Dilma se acostumar: não sendo a operária nordestina que chegou à Presidência nem tendo o poder de controlar a massa, não poderá contar com a prerrogativa de desrespeitar a tudo e a todos impunemente, que é de uso exclusivo de Lula presidente.

Isso vale também para a modelagem "não sei de nada" em relação a escândalos de corrupção.

Currículo escolar. Lula disse na Universidade Federal de Juiz de Fora (MG) no fim da semana passada que "adoraria" ter curso superior e gostaria de voltar a estudar.

O que poderia parecer um tardio, mas bem-vindo, reconhecimento do presidente do valor do estudo era só um jeito de poder dizer que se considera pronto a "dar aulas sobre como governar o País".

Em outras palavras: falar todos os dias para registro dos meios de comunicação; dizer o que cada público gosta de ouvir sem compromisso com a coerência ou realidade; não enfrentar contenciosos; agradar malfeitores que poderiam ameaçá-lo; distribuir benesses sem pensar nas consequências; passar por cima de tudo, inclusive da lei; aniquilar o que ou quem lhe possa fazer sombra, nunca valorizar atributos que não sejam os próprios e jamais firmar pacto eterno com a verdade.

Vivendo e aprendendo. Em 1989 Fernando Collor foi eleito presidente praticamente sem críticas. Da imprensa, inclusive, que em sua maioria deslumbrava-se deixando em segundo plano seus atos como prefeito de Maceió e governador de Alagoas.

Na época havia o receio geral de criticar Collor e receber do burríssimo maniqueísmo nacional o carimbo de "sarneysista". Praticamente um insulto, dada a impopularidade do então presidente José Sarney.

Fato e ficção. A crucial e aterradora diferença entre o Tiririca de hoje e o cacareco de antigamente é que o voto neste não valia e os votos naquele valerão várias vagas na Câmara dos Deputados.

Lula E A Visão Autoritária Da Imprensa

Editorial O Globo
 
É nos improvisos que o presidente Lula se deixa levar, fala o que não seria conveniente do ponto de vista político, mas transmite o que lhe vai no fundo da alma. Inebriado por índices recordes de popularidade, nunca antes alcançados neste país, Lula tem radicalizado na autoindulgência, como se o apoio popular o colocasse acima de leis e limites institucionais.

São exemplos desse desvio as sucessivas vezes em que o presidente age como chefe de partido, numa deplorável mistura de papéis, porém bem ao estilo de um governo que, na ocupação da máquina burocrática, exercita ao extremo a confusão entre interesses privados e a esfera pública.

É nessa zona cinzenta que a grande família de Erenice Guerra se aboletou, e corporações sindicais sentam praça nos cofres do Tesouro, ao lado de movimentos ditos sociais que atuam em estado de semiclandestinidade, em parte financiados pelo contribuinte.

À medida que se envolvia no projeto de eleger a sua desconhecida ministra Dilma Rousseff, enquanto mantinha e até elevava a popularidade, o presidente foi jogando às favas o equilíbrio. Principal atração dos comícios de sua candidata, Lula radicaliza na insensatez. Pode-se dar desconto pelo inevitável aumento de temperatura característico das campanhas eleitorais, mas não é possível ser condescendente quando se invade de maneira desvairada o campo vital das liberdades democráticas.

Até porque o ataque feito por Lula à imprensa, num comício em Campinas, sábado, não é um acidente de rota, um fato isolado no seu governo de quase oito anos; tampouco no seu partido, onde se destilam propostas formais para a democratização da mídia, o controle social dos meios de comunicação, eufemismos para designar a destruição da independência da imprensa profissional, assim como fazem os governos de Cristina Kirchner e Hugo Chávez, aliados preferenciais da diplomacia companheira no continente.

No sábado, Lula, como se tomado pelo espírito do Rei Sol, um Luis XIV tropicalizado, bradou: Nós somos a opinião pública. Em meio a ataques a alguns jornais e revistas que se comportam como se fossem um partido político(...), Lula, na verdade, externou toda a dificuldade que ele, auxiliares diretos e líderes petistas têm de entender o papel da imprensa numa sociedade aberta. Há tempos emana do Planalto a visão de que o governo Lula acabou com os formadores de opinião, e agora se sabe que eles foram substituídos, segundo este contorcionismo intelectual, pelo presidente e seu grupo no poder. Numa reedição de um pai dos pobres de figurino getulista, o presidente teria hipnotizado as massas, alimentadas por um assistencialismo bilionário, e por isso elas só reproduzirão a opinião do seu redentor.

Mais do que uma tosca engenharia de raciocínio, porém, esta percepção lulista da imprensa deriva de um entendimento autoritário da função dos meios de comunicação: segundo a vulgata ideológica dos intelectuais orgânicos do lulopetismo, a imprensa é um instrumento de manipulação da sociedade.

E, sendo assim, precisa estar subordinada ao partido e ao Estado, os quais, no imaginário desses militantes, se confundem. É inconcebível para esses que a imprensa profissional que precisa ser rentável para se manter independente, e o mais distante possível de verbas administradas pelos poderosos do momento cumpra uma função pública, e disto têm consciência profissionais e acionistas das empresas de comunicação.

A visão maniqueísta lulopetista da imprensa leva a que se procure intrincadas conspirações por trás de reportagens de denúncia, um truque que também serve para jogar uma cortina de fumaça à frente de desvios éticos cometidos pela companheirada.
Foi assim que o mensalão se tornou produto de uma imprensa golpista, bem como a ação dos aloprados.

Denunciado por um aliado desgostoso, Roberto Jefferson, do PTB, o esquema de coleta e lavagem de dinheiro sujo para alimentar uma bancada parlamentar governista gerou um processo que tramita no Supremo Tribunal Federal, depois de aceita denúncia da Procuradoria Geral da República contra essa organização criminosa.
No escândalo da tentativa de compra de um dossiê falso contra o tucano José Serra, na campanha de 2006 para o governo de São Paulo, petistas proeminentes os aloprados, nas palavras do próprio Lula foram apanhados em flagrante delito.

Nada porém abala o discurso petista contra manobras golpistas da imprensa independente.

Mas não houve qualquer crítica quando, no primeiro governo FH, reportagem do GLOBO derrubou o então presidente dos Correios, Henrique Hargreaves, ao revelar que ele tinha um contrato com o Sebrae, do qual recebia sem trabalhar.

Não se ouviu, também, qualquer reclamação petista quando a Folha de S.Paulo relatou histórias de compra de votos de deputados federais a favor da emenda constitucional que permitiria a reeleição de Fernando Henrique Cardoso. Ou na revelação feita pelo GLOBO de que o esquema do mensalão, antes de José Dirceu, Delúbio e Genoino, fora acionado pelo PSDB mineiro no financiamento da campanha frustrada de reeleição do governador Eduardo Azeredo, delito também a ser julgado no STF. E nenhuma admoestação à imprensa partiu do PT na divulgação de cenas pornográficas de corrupção patrocinadas pelo DEM de Brasília.

Imprensa boa é imprensa chapa-branca, deduz-se.

Outra prova cabal de como o PT se equivoca sobre o jornalismo profissional foi dada por José Dirceu, cassado no escândalo do mensalão e considerado pelo Ministério Público o chefe da tal organização criminosa.

Considerado líder importante no partido, até visto como herói por ter se imolado pela causa petista, Dirceu demonstra continuar com bom trânsito em Brasília, e continua a pontificar.

Na semana passada, ao doutrinar sindicalistas petroleiros na Bahia, o ex-ministro da Casa Civil de Lula comemorou o fato de uma provável vitória da companheira de armas Dilma Rousseff facilitar a execução do projeto político do PT, difícil de ser aplicado com Lula, pois o presidente em contagem regressiva para voltar a São Bernardo é algumas vezes maior que o partido, explicou. Do projeto, consta o de sempre: democratização dos meios de comunicação etc.

Além de considerar que a imprensa brasileira abusa do direito de informar uma pérola do pensamento da esquerda autoritária , Dirceu reclamou de uma suposta tentativa das redações de interferir na formação do futuro governo Dilma, algo digno de ficção.

Ora, isto não é função da imprensa.

A não ser que se entendam os meios de comunicação pela ótica do PT: não passam de instrumentos de manipulação política e social.

É gigantesca também a dificuldade de Lula e companheiros entenderem que veículos de comunicação podem não defender partidos e candidatos, mas princípios, e, em função deles, criticar ou elogiar partidos e candidatos.

Trata-se de outro equívoco tentar comparar a postura da imprensa brasileira diante de governos, candidatos e legendas com a de países onde práticas democráticas são seguidas há séculos e existem partidos enraizados na sociedade por gerações.

Deturpar a realidade em razão de cacoetes ideológicos não chega a preocupar.

Costuma acontecer na política e mesmo no mundo acadêmico. O perigo está quando se chega ao poder com este tipo de percepção distorcida.

20.9.10

Graví­ssimo. Importantí­ssimo. Ditadura Anunciada. Lula Anuncia Congresso Alternativo.

Guilherme Fiuza
Revista Época:

A opinião pública brasileira chegou a um estado inédito de letargia.
Do alto de seus quase 80% de aprovação, Lula pode dizer qualquer coisa. O bom entendedor está arrepiado. Em sua excitação de Midas eleitoral, com a candidata fantasma disparando nas pesquisas, o presidente fala pelos cotovelos - e seus cotovelos andam dizendo barbaridades. A mais grave delas, para variar, passou despercebida.
Reclamando do Senado Federal, que lhe foi menos servil do que ele desejava, Lula anunciou:
 
"Penso em criar um organismo muito forte, juntando todas essas forças que nos apóiam, para que nunca mais a gente possa permitir que um presidente sofra o que eu sofri".
 
A declaração feita num palanque em Recife, onde o presidente tornou-se uma espécie de semideus, é um escândalo. Ou melhor: seria um escândalo, se o Brasil não vivesse nesse atual estado de democracia anestesiada.
 
Lula está anunciando um "organismo" político para neutralizar o Congresso Nacional. É o presidente da República, de viva voz, avisando que as regras da democracia não servem mais. Quer usar a ligação direta com as massas para enquadrar o Senado. O mais famoso autor de uma idéia desse tipo foi o führer Adolf Hitler.
 
Se o Brasil não estivesse imerso no sono populista, Lula teria que ser convocado imediatamente ao Congresso para explicar que  organismo" é esse. As cartas estão na mesa, e são claras. Todas as tentações autoritárias da esquerda S.A. estão fervilhando com a disparada de Dilma, a candidata de proveta, na corrida presidencial.
 
Chegou a hora de submeter o Congresso, a imprensa e as leis à  República dos companheiros. Luiz Inácio falou, Luiz Inácio avisou: está sendo urdida uma força para-estatal para dar poderes especiais ao governo Dilma. A vitória no primeiro turno seria o passo inicial do arrastão. Depois viria a Constituinte petista, com a enxurrada de "controles sociais" e "correções democráticas" que o país já viu sair das conferências xiitas bancadas por Lula.
 
Brasil, divirta-se com a brincadeira de votar na mamãe. Depois comporte-se, porque o organismo vem aí.

19.9.10

Excesso De José Dirceu

Diogo Mainardi

"No fim, Dirceu voltou a tratar da imprensa. Ele antecipou que pretende dizer o seguinte, quando Dilma estiver eleita: 'Ó, não adiantou nada. Estamos aqui mais quatro anos'. Dirceu está certo. Ó, não adiantou nada"

 

O problema do Brasil é o excesso de liberdade da imprensa. Quem disse isso, em outras palavras, durante um encontro com sindicalistas baianos, foi José Dirceu. Eu digo o contrário. Eu digo que o problema do Brasil é o excesso de liberdade de José Dirceu.

 

Duas semanas atrás, em sua página no Twitter, Indio da Costa publicou uma fotografia que resume perfeitamente o excesso de liberdade de José Dirceu. Ele está no Rio de Janeiro, na pista do Aeroporto Santos Dumont, embarcando num jato particular, um Citation 10 com o prefixo PT-XIB. O excesso de liberdade da imprensa permite indagar quem sustenta o excesso de liberdade de José Dirceu.

 

O plano de José Dirceu para eliminar o problema do excesso de liberdade da imprensa tem duas partes. A primeira parte é a montagem de um sistema estatal que controle a atividade das empresas jornalísticas e que puna qualquer tentativa de fazer aquilo que ele chamou de "abuso do poder de informar". Isso mesmo: Conselho Federal de Jornalismo. Isso mesmo: Ancinav. Isso mesmo: Confecom.

 

A segunda parte do plano de José Dirceu é aliar-se a empresários do setor da imprensa exatamente como o PT se aliou a José Sarney e a Renan Calheiros no Congresso Nacional. "O momento histórico que estamos vivendo", segundo José Dirceu, é ruim para o "movimento socialista internacional". Por isso, em vez de tentar fazer seu próprio jornal, o PT deve continuar negociando com alguns grandes grupos. Na prática, isso significa garantir o excesso de liberdade do bispo Edir Macedo e da Rede Record.

 

No mesmo encontro em que apresentou seu plano para eliminar o excesso de liberdade da imprensa, José Dirceu apresentou também seu plano para a reforma política. De acordo com ele, é necessário duplicar ou triplicar imediatamente a quantidade de dinheiro público destinada aos partidos. Ele advertiu que, sem esse dinheiro, o PT prosseguirá com suas práticas de "caixa dois, corrupção, nomeação dirigida, licitação dirigida, emenda dirigida, superfaturamento e tráfico de influência".

 

José Dirceu disse que, no poder, o PT valorizou o servidor público. Claro que é verdade: o filho de Erenice Guerra valorizou-se, o outro filho de Erenice Guerra valorizou-se, o irmão de Erenice Guerra valorizou-se, a irmã de Erenice Guerra valorizou-se. José Dirceu falou até sobre a saúde de Dilma Rousseff, desmentindo o que ela própria diz sobre o assunto: "Ela passou por um câncer. E sente muito isso ainda".

 

No fim de seu encontro com os sindicalistas baianos, José Dirceu voltou a tratar da imprensa. Ele antecipou que pretende dizer o seguinte, quando Dilma Rousseff estiver eleita: "Ó, não adiantou nada. Estamos aqui mais quatro anos".

José Dirceu está certo. Ó, não adiantou nada.

14.9.10

Proposta Oolêmica: Sai Cameron Entra Darwin

By Cardoso on Idiocracia

Hoje estava lendo esta notícia enviada por Takata-san. Em resumo um jovem de 23 anos, de classe média alta resolveu repetir uma besteira que viu na Internet: beber vodca pelo olho.

Eu entendo o conceito de drogas injetáveis, eu entendo o conceito de drogas fumáveis, mas qual a lógica de enfiar vodca no olho? Jesus nos deu um excelente orifício para depositar veneno.

Segundo a reportagem os imbecis fazem isso para "se embriagar mais rápido". Caceta, custa esperar os 30 segundos que um copo de tequila leva pra fazer efeito?

Ainda na matéria, no melhor estilo "eu não tenho responsabilidade pessoal". O tal jovem "criticou a divulgação da moda na internet".

Deixa ver se entendi: o sujeito tem 23 anos na cara, vê um vídeo de um idiota abestado enfiando vodca no olho, repete e a culpa é da internet?

Que pena que ele não viu vídeos de Lemingues pulando no precipício.

Agora, o retardado (se bem que o retardado de anedota prega sorvete na testa, algo bem mais benigno e bem menos imbecil do que esse sujeito fez) pode ter que fazer um transplante de córnea.

Sou contra.

Ele está no perfil ideal de receptor. Jovem, saudável e garanto que as pedagogas e psicólogas contratadas pela família traçarão uma imagem de jovem talentoso e promissor.

Alcoólatras não recebem fígados. Enquanto bebedor contumaz e com quem mais convidar pro bar, não gosto disso mas entendo perfeitamente.

Então pergunto: qual a lógica de negar fígado a um alcoólatra mas dar uma córnea pra um sujeito tão burro a ponto de danificar o próprio olho só por farra?

Não seria o caso dos comitês de transplante assumirem una visão mais pragmática ainda? Vamos priorizar quem perdeu a visão em um acidente de trabalho, em uma fatalidade. Como doador, fico muito preocupado de meus órgãos irem para alguém imbecil assim. Não fará nada de útil com eles.

 

4.9.10

Mais Que Mil Palavras

Thomaz Magalhães
 
Luiz Inácio bradou, nesta tarde num comício em Guarulhos/SP: "cadê esse tal de sigilo que não apareceu até agora? Cadê o vazamento das informações?

Bem, cabe aí, diante da filosofata do distinto Presidente da República, certa curiosidade sobre o que ele pensa sobre informação de cidadão protegida pelo Estado. E também o conceito que tem sob a quebra desse sigilo garantido constitucionalmente.

Assim, o fato confirmado pela Receita Federal e investigado pelas polícias e Ministério Público Federal, o acesso ilegal e criminoso, atavés de documento falso a informações do Imposto de Renda de cidadãos, não se configura, a seu entender, quebra "desse tal de sigilo".

Bem como a informação sobre datas, horários, repartição pública, funcionários envolvidos, protocolo de entrega criminosa das declarações do IR a um elemento já identificaco pela polícia, que já prestou depoimento, também não é vazamento.

Diante da robustez de suas ideias a respeito "desse tal sigilo" vale também a curiosidade sobre o que pensa a respeito de outras amenidades, como
"essa tal" de Constituição e sobre "o tal" estado de direito
, por exemplo. De maneira que fica difícil escrever a respeito, ou, melhor dizendo, a sua majestática frase, por si só, feito as imagens, já diz mais que mil palavras.

A Ternura De Fidel Pelos Gays

Ruth de Aquino
Diretora da sucursal da revista Época - RJ
 
Existe uma vantagem em envelhecer: ganhar tempo para se retratar e pedir desculpas. Aos 84 anos, Fidel Castro admitiu que perseguiu os gays, os prendeu e enviou para campos de trabalho forçado. Gostar de pessoas do mesmo sexo tornava os gays "contrarrevolucionários", inimigos do regime castrista. "Se alguém é responsável, sou eu", disse na semana passada, chamando a perseguição aos homossexuais de "momentos de grande injustiça".

Quem assistiu ao belo filme Antes do anoitecer, de Julian Schnabel, sobre a via-crúcis do poeta cubano Reinaldo Arenas, interpretado por Javier Bardem,
passou a entender o que foi a segregação de gays na Cuba de Castro. Com apenas 15 anos, Arenas lutou como guerrilheiro nas tropas que combatiam o ditador Fulgêncio Batista e que tomaram Havana em 1o de janeiro de 1959. Alguns anos depois, já poeta e escritor, tornou-se inconveniente. Por ser gay. Todos os seus manuscritos foram banidos e censurados. Publicava no exterior apenas, e contrabandeava seus textos com a ajuda de amigos influentes.

Preso, Arenas viveu num campo de concentração. E conseguiu finalmente exilar-se nos Estados Unidos. Foi um dos "Marielitos", o grupo de dissidentes, criminosos, doentes mentais e homossexuais que em 1980 deixou o Porto de Mariel em direção a Miami, com endosso de Castro.
Em 1987, aos 42 anos, no auge da criação intelectual, descobriu ter contraído o vírus da aids. Escreveu a autobiografia que deu origem ao filme e se matou em 1990 com uma overdose de remédios.

Estive em Cuba em janeiro de 1984, no Festival de Cinema que premiou o filme Memórias do cárcere, de Nelson Pereira dos Santos, sobre a vida do escritor Graciliano Ramos.

O Brasil ainda não tinha relações diplomáticas com Cuba. A viagem era uma epopeia, indo pela Colômbia, voltando pelo México, com o compromisso de o passaporte não ser carimbado, porque poderia haver problemas no Brasil. Tudo uma grande hipocrisia. Turistas e intelectuais brasileiros, simpatizantes da revolução cubana ou curiosos iam a Havana e todo mundo sabia. Nas ruas e em shows, ouvi de gays queixas contra o preconceito. Como se a homossexualidade fosse uma doença antissocial. Um tapa na cara da revolução.

Castro poderia aproveitar e estender seu mea-culpa aos presos políticos – cujo único crime é discordar dele

"Hay que endurecer pero sin perder la ternura", recomendava Che Guevara. Fidel Castro, octogenário, parece ter recuperado a compaixão. Sua entrevista a um jornal mexicano foi surpreendente: "Sim, foram momentos de grande injustiça, uma grande injustiça! Fomos nós que fizemos, fomos nós. (...) Tínhamos tantos e tão terríveis problemas, problemas de vida ou morte, que não prestamos atenção suficiente. (...) Mas não vou jogar a culpa nos outros. Assumo a minha responsabilidade".

Uma grande ironia é que o maior bairro gay do mundo se chame, por pura coincidência, "Castro". Fica em San Francisco, Estados Unidos. Foi ali que Harvey Milk se tornou o primeiro político americano a se candidatar abertamente como homossexual. Foi assassinado, depois de eleito vereador.

Nesses momentos, quando fica clara a intolerância humana e até onde o radicalismo ideológico, religioso ou político pode nos levar, é preciso pensar sobretudo na preservação da liberdade. Liberdade de discordar, de criticar, de não ser igual. Sem medo de patrulha de qualquer coloração. Até em eleições polarizadas como a do Brasil, uma democracia sólida, surgem ameaças veladas ou agressivas ao livre pensar. Em regimes populistas como na Venezuela, o perigo é evidente, real, não é mais possível opor-se a Chávez.

As ditaduras, de esquerda e de direita, são abomináveis porque não aceitam um modo de pensar diferente. Tiranos violam direitos humanos com base em cartilhas cuja diretriz máxima é que os fins justificam os meios. Quando alguém deseja se perpetuar no poder, qualquer divergência é uma ameaça.

Castro poderia aproveitar esse momento de ternura tardia pelos gays e estendê-lo aos presos políticos e à blogueira Yoani Sanchez, proibida como tantos cubanos de viajar para fora do país. O único crime deles é discordar.

Dilma 1,99 Roussef

Diogo Mainardi

"Depois de falir como comerciante, Dilma Rousseff voltou correndo para o aparelho estatal. A loja de produtos panamenhos e chineses foi expurgada de sua biografia oficial. O fracasso revela a verdadeira natureza de Dilma Rousseff: ela só existe como acessório do PT"

Dilma Rousseff era uma apaniguada do PDT.

Quando saiu do PDT, ela virou uma apaniguada do PT.

 Desde seu primeiro trabalho, trinta anos atrás, na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, Dilma Rousseff sempre foi assalariada do setor estatal.

E no setor estatal ela sempre foi apadrinhada por alguém.

O PT loteou o estado.

 Nesse ponto, Dilma Rousseff é a mais petista dos petistas. Porque durante sua carreira todos os cargos que ela ocupou foram indicados por alguma autoridade partidária.

 Dilma Rousseff é o Agaciel Maia dos Pampas.

Ambos pertencem à mesma categoria profissional.

Tiveram até cargos análogos. Agaciel Maia, apaniguado de José Sarney, foi nomeado diretor-geral do Senado.

Dilma Rousseff, apaniguada de Carlos Araújo, foi nomeada diretora-geral da Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Além de ser um dos mandatários da esquerda gaúcha, Carlos Araújo era também o marido de Dilma Rousseff, garantindo esse gostinho pitoresco de Velha República cartorial e nepotista.

A loja de produtos importados de Dilma Rousseff foi inaugurada em 1995. Fechou quinze meses depois.

Foi o primeiro e último trabalho que ela teve fora do sistema de loteamento partidário. Deu errado. Carlos Araújo, seu financiador, acabou perdendo dinheiro. O dono de uma tabacaria localizada perto da loja de Dilma Rousseff contou o seguinte à Folha de S.Paulo: "A gente esperava uma loja com artigos diferenciados, mas quando ela abriu era tipo R$1,99".

A especialidade de Dilma Rousseff eram os brinquedos chineses importados da Zona Franca de Colón, no Panamá. Em particular, os bonecos dos "Cavaleiros do Zodíaco", escolhidos pessoalmente por ela.

O Brasil de Dilma Rousseff será assim: um entreposto de muambeiros panamenhos inteiramente tomado pela pirataria chinesa.

 É o Brasil a R$ 1,99. Dilma Rousseff, com seu mestrado galáctico, será nossa Saori Kido, a Deusa da Sabedoria dos "Cavaleiros do Zodíaco".

 José Dirceu, com sua armadura vermelha, será nosso Dócrates mensaleiro.

Depois de falir como comerciante, Dilma Rousseff voltou correndo para o aparelho estatal, onde ninguém perde dinheiro e o único cliente é o partido. A loja de produtos panamenhos e chineses foi convenientemente expurgada de sua biografia oficial.

O fracasso do empreendimento, porém, revela a verdadeira natureza de Dilma Rousseff: ela só existe como um acessório do PT, exatamente como os sabotadores da Receita Federal que violaram o imposto de renda da filha de José Serra e fraudaram seus documentos.
O Brasil está à venda por R$ 1,99.

Ou fechamos as portas de Dilma Rousseff, ou ela fechará as nossas portas.

1.9.10

Vote Na Dilma

Arnaldo Jabor
 
VOTE NA DILMA !
as promoções da época!

Vote na Dilma e ganhe, inteiramente grátis, um José Sarney de presente agregado ao Michel Temer.
 
Mas não é só isso, votando na Dilma você também leva, inteiramente grátis (GRÁTIS???) um Fernando Collor de presente.
 
Não pense que a promoção termina aqui.
 
Votando na Dilma você também ganha, inteiramente grátis, um Renan Calheiros e um Jader Barbalho.
 
Mas atenção: se você votar na Dilma, também ganhará uma Roseana Sarney no Maranhão, uma Ideli Salvati em Santa Catarina e uma Martha Suplício em S.Paulo.
 
Ligue já para a Dirceu-Shop, e ganhe este maravilhoso pacote de presente: Dilma, Collor, Sarney pai, Sarney filho, Roseana Sarney, Renan Calheiros, Jáder Barbalho, José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoíno, e muito, muito mais, com um único voto.
 
E tem mais, você também leva inteiramente grátis, bonequinhos do Chavez, do Evo Morales, do Fidel Castro ao lado do Raul Castro, do Ahmadinejad, do Hammas e uma foto autografada das FARC´s da Colombia.
Isso sem falar no pôster inteiramente grátis dos líderes dos bandidos "Sem Terra", Pedro Stedile e José Rainha, além do Minc com uniforme de guerrilheiro e seqüestrador.

 
Ganhe, ainda, sem concurso, uma leva de deputados especialistas em mensalinhos e mensalões. E mais: ganhe curso intensivo de como esconder dinheiro na cueca, na meia, na bolsa ..., ministrado por Marcos Valério e José Adalberto Vieira da Silva e José Nobre Guimarães.
 
Tudo isto e muito mais..