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Recomeçar


Recomeça...

Se puderes

Sem angústia

E sem pressa.

E os passos que deres,

Nesse caminho duro

Do futuro

Dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances

Não descanses.

De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,

Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.

Sempre a sonhar e vendo

O logro da aventura

És homem, não te esqueças!

Só é tua a loucura

Onde, com lucidez, te reconheças...


Miguel Torga


Nome:
Local: Porto Alegre, RS, Brazil

Procurando respostas...

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27.10.10

Desvio E Dever

Desvio e dever

Miriam Leitão
 
A grande questão não é o que acertou a cabeça de José Serra em Campo Grande, mas o que há na cabeça do presidente Lula.
 
É assustador que ele não perceba o perigo de usar toda a sua vasta popularidade para subestimar um episódio de conflito físico entre grupos que disputam o poder.

Se ele brinca com fato grave, o que está avisando é que esse tipo de atitude é aceitável.

Não é. Cada lado tem que ter segurança e garantia de fazer a sua festa, a sua passeata, o seu comício em paz.

Quem organiza um grupo para interceptar a caminhada do grupo concorrente na disputa política sabe que há risco de que tudo fuja ao controle. O que houve já foi sério o suficiente, mas poderia ter sido ainda pior. Felizmente, há tempo de aprender com esse episódio.

A paixão eleitoral é natural, o maniqueísmo do segundo turno é emburrecedor, o confronto entre as partes só é aceitável se ficar no campo das idéias e propostas.

Quem vai com um grupo organizado para hostilizar o adversário no meio da sua caminhada sabe que os ânimos podem ficar exaltados.

Desta vez, foi uma pedra na cabeça de uma jornalista, e o rolo de fita na cabeça do candidato José Serra. Esse episódio deve ser visto pelo risco potencial de conflito generalizado.

As imagens falam por si.

O
que mais poderia acontecer numa refrega de rua? No Paraná, a candidata Dilma Rousseff, no dia seguinte, foi alvo — felizmente quem lançou errou a pontaria — de balões de água.

Esse é exatamente o ponto em que o chefe da Nação precisa pedir calma aos dois lados, lembrar os valores democráticos, e a melhor atitude na disputa política.

Mas é exatamente neste momento que o presidente ofende quem foi atingido e convalida o comportamento desviante de quem agrediu. Ao tratar com leviandade um assunto sério, incentivou a militância a repetir o comportamento, escalou o conflito e deseducou o cidadão.

Essa campanha eleitoral está deixando cicatrizes nas instituições. Um presidente da República não deve fazer o que o presidente Lula tem feito. Não deve usar a máquina, a Presidência, o poder em favor de um dos candidatos dessa forma e com essa força. Claro que Lula tem um lado, um partido e uma candidata. Pode e deve explicitar isso. Seria estranho se não o fizesse.

Mas a Presidência da República não pode ser usada como braço do comitê de campanha. Existe uma linha divisória que Lula nunca quis ver. E esse comportamento errado do ponto de vista institucional se repetiu durante toda a campanha. Em alguns momentos, os atos inadequados do presidente ficaram evidentes.

Esse episódio deixou claríssimo o que não se deve fazer. Que as pessoas que vierem a ocupar este cargo no futuro vejam nas atitudes do presidente Lula de 2010 exemplos do que não fazer, não repetir.

O risco é que seja visto como natural daqui para frente o governo usar órgãos públicos para espionar adversários políticos; órgãos públicos, estatais e agências serem partidarizadas de maneira abusiva; o presidente não ter freio institucional.

Não se acostumar com o erro repetido é a única garantia que se tem em momentos assim.

Quem já viveu sem democracia sabe o valor de cada ritual, limite, processo.

Quem nunca viveu não tem como ver os riscos quando eles surgem com seus sinais antecedentes.

Por isso é natural que os mais jovens pensem ser um exagero da oposição ou concluam que o episódio de Campo Grande não foi nada.

Afinal, como ninguém se feriu seriamente, que problema tem? Podem pensar que se o presidente acha que o candidato da oposição é um farsante como aquele jogador de futebol, isso é só mais um jogo, mais uma pelada no campo político. Se os mais jovens forem displicentes, é até compreensível.

Um homem nos seus 65 anos, que viu o que o presidente Lula já viu no país, só brinca se não estiver levando a sério o cargo que ocupa, a faixa que recebeu, o poder que tem.

Hoje, os riscos institucionais não vêm mais dos quartéis, como se sabe. As Forças Armadas não conspiram contra a ordem democrática e isso é um salto extraordinário que o país deu com a contribuição de inúmeras pessoas e com o sacrifício de muita gente.

Hoje, os riscos são outros, tem novas origens, e métodos diferentes.

Está em moda na América Latina demolir as instituições por dentro, minar a democracia, enfraquecendo o sistema de pesos e contrapesos, descaracterizar os poderes até eles ficarem irreconhecíveis, controlar a imprensa para não ouvir o contraditório.

Felizmente, isso não acontece em todos os países, mas os casos em que esse processo está em curso são tão notórios e assustadores que qualquer pessoa que tenha passado pela experiência da ausência de democracia é capaz de ver. Certos governantes começam fazendo chacota de coisas graves, como Hugo Chávez. Ele xingou adversários políticos ou contou piadas e pôs apelidos supostamente engraçados para desacreditá-los. Isso, no princípio.

Depois, ficou muito pior. Cristina Kirchner começou falando mal dos jornais e agora fala em estatizar a imprensa.

Todos os que escolhem esse desvio político tentam intimidar a oposição para depois tentar exterminá-la.

Nenhum desses governantes do barulho da América Latina sabe o limite no uso dos órgãos e empresas públicas para objetivos políticos porque essa é uma poderosa ferramenta para minar o que mais os ameaça: o princípio da alternância no poder.

Como já escrevi nesse espaço, numa democracia não importa quem ganha a eleição, mas como se ganha a eleição. Se o presidente Lula conseguir seu objetivo tão almejado de fazer Dilma Rousseff sua sucessora, que seja pelos méritos de ambos, e não pelos erros e desvios dessa triste campanha.

22.10.10

Brincadeira Tem Hora

Dora Kramer

DEU EM O ESTADO DE S. PAULO

Em primeiro lugar, o presidente Luiz Inácio da Silva é a última pessoa com autoridade moral para falar em farsas ou em "mentira descarada", visto que é protagonista da maior delas: a falácia segundo a qual recebeu uma "herança maldita" e que estabilidade econômica, a abertura do Brasil para o mundo, o crescimento e a entrada de milhões do mercado consumidor deve-se exclusivamente ao seu governo.

Há pouco seu governo inteiro junto com sua candidata à Presidência produziram "mentiras descaradas" ao repudiarem as denúncias de que havia na Receita quebras de sigilo fiscal de adversários políticos e que um esquema de tráfico de influência e corrupção estava montado a partir da Casa Civil.

Lula também se precipitou ao atribuir as quebras de sigilo a uma "briga de tucanos". Baseava sua tese no fato de o mandante ser repórter do Estado de Minas sem saber que à época Amaury Ribeiro estava em férias a serviço de outrem.

O presidente da República dá razão ao antecessor que o chama de "chefe de uma facção", quando escolhe insuflar a violência no lugar de contribuir para apaziguar os ânimos.

É o que faria um estadista.

Justiça se faça, Lula não ficou só em sua tentativa de ridicularizar o episódio. Muitos na imprensa partiram para ironias, achando um exagero a reação de José Serra atingido, afinal, só por "uma bolinha de papel".

Foram duas imagens captadas em dois momentos diferentes, comprovou-se ao longo do dia.

Mas, ainda que o candidato tucano tenha feito drama, continuam sendo inaceitáveis os ataques de militantes contrariados com a passagem do tucano pelas ruas de Campo Grande (RJ). Brincar com isso é má-fé, tratar como banal a violência eleitoral e, sobretudo, não entender o valor em jogo.

Impedir um ato de campanha com tumultos é violência. Bem como foi violência atirar um balão cheio de água sobre o carro onde estava a candidata Dilma Rousseff ontem em Curitiba. O balão não a atingiu, mas poderia ter atingido. Ainda assim resta a intenção: agredir.

O presidente da República condenará uma violência, mas aprovará a outra? Ou dirá que estava apenas condenando o "teatro" do adversário? Nisso não é crítico autorizado.

É partícipe e mesmo condutor de uma caminhada em direção ao retrocesso: a nos tornarmos permissivos com o uso da violência na política, assim como já estamos no rumo de revogar a integralidade do preceito do livre pensar.

Ovos da serpente. É assim que começa: a Assembleia Legislativa do Ceará aprovou projeto de um conselho para atuar entre outras funções no "exercício fiscal sobre a prática da comunicação".

Em Goiás, a TV Brasil Central, do governo do Estado, não pode entrevistar adversários políticos.

O projeto de controle da mídia foi iniciativa de uma deputada estadual do PT cearense, aprovado por unanimidade, e ainda precisa passar pelo crivo do governador Cid Gomes.

A censura foi denunciada, num gesto inédito, ao vivo pelo jornalista Paulo Beringhs, proibido de entrevistar o candidato ao governo Marconi Perillo (PSDB), chamado no dia anterior de "mau caráter" pelo presidente Lula em palanque.

Liberdade e luta. Já que Chico Buarque puxou o assunto ao manifestar seu encanto com o fato de o governo Lula "não falar fino com Washington nem falar grosso com Bolívia e Paraguai", vamos ao fato: o governo brasileiro não deveria é falar fino com ditaduras.

Aliás, o mundo da cultura, que sofreu pesadamente os efeitos da durindana local, nos últimos anos não se incomodou - se o fez não foi em voz alta - com a maleabilidade das vértebras do presidente Lula diante de tiranos.

A complexidade das relações exteriores não cabe em um jogo de palavras. Já a condenação aos crimes das ditaduras às quais o Brasil se dobra para espanto do mundo requer apenas dois atributos: coerência e solidariedade.

Independentemente da opinião eleitoral.

Nós E Eles

Nelson Motta

Quando um candidato vence uma eleição com 50% dos votos mais um, isto também significa que metade dos eleitores, menos um, votou contra o vencedor. Nesse caso, no Brasil, seriam cerca de 60 milhões de cada lado. Ao contrário das frias porcentagens, esses números são quentes e assustadores se vistos como homens e mulheres, suas vidas e seus destinos.

Mesmo quando a diferença final é maior, talvez por fatores regionais ou conjunturais, por acidentes de percurso ou fatalidades, os eventuais 0,01%, ou 10% de diferença não dão ao eleito mais poderes do que a Constituição lhe garante. Tão importante quanto a democracia ser o governo do povo, para o povo e pelo povo, como os políticos gostam de dizer mas não de fazer, é que a vontade da maioria prevaleça - respeitando os direitos da minoria e a Constituição. Se não, é chavismo.

Mas até Chávez sabe que nem sempre a maioria tem razão ou toma as melhores decisões, só por estar em maior número, mas as consequências são sofridas por todos. Maiorias não são infalíveis, condenaram Jesus Cristo e apoiaram Hitler, os maiores massacres da História foram de maiorias contra minorias, impondo a lei do mais forte sobre a civilização. Acima das maiorias, que são eventuais e sujeitas a interesses políticos e fraquezas humanas, estão as instituições democráticas, que são permanentes e impessoais.

Urna não é tribunal e a vontade da maioria não absolve ninguém de nada que afronte a lei e o Estado de Direito. Em campanhas acirradas e marcadas por ofensas e denuncias entre os adversários, suas histórias pessoais e seus aliados, o dia da vitória pode ser a véspera de confrontos que envenenam a democracia, movidos por paixões humanas. Como na Argentina.

A euforia rancorosa do "agora é nós" e as eventuais ameaças contra os vencidos tem um encontro marcado com a realidade da partilha do poder com os aliados e suas ambições politicas e pessoais - que pode até dar saudades dos adversários. Vença quem for, vitórias construídas com alianças espúrias, mentiras e trapaças tem vida curta e antecipam derrotas das melhores esperanças da população.

17.10.10

Educação

"Educação é a bala de prata. Educação é tudo. Não precisamos de pequenas mudanças, precisamos de mudanças gigantescas, mudanças monumentais. Escolas deveriam ser palácios. A competição pelos melhores professores deveria ser selvagem; eles deveriam ganhar salários de 6 dígitos. Escolas deveriam ser incrivelmente caras para o Governo e absolutamente gratuitas para os cidadãos, como a Defesa Nacional."

Rob Lowe, em The West Wing

Citado por Cardoso no Contraditorium

13.10.10

Por Aí...

Serra diz que é ambientalista convicto.
Dilma diz que é católica e contra o aborto.
Inri Cristo
diz que é Jesus.
Confio nesse tal de Inri!

9.10.10

Piada Que Circula Em Portugal

No Brasil para você tirar passaporte e fazer concurso, precisa de título de eleitor. Mas, para votar, não.

8.10.10

Serra Acusa Dilma De Ser Desquitada

APARECIDA DO NORTE – Visivelmente transtornado, o candidato tucano à presidência da República, José Serra, declarou ontem à imprensa que não está preparado para lidar com a informação de que a sua opositora, Dilma Rousseff, "é uma desquitada". O ex-governador de São Paulo explicou que recebera a notícia de "meu mentor Dom Eugênio Salles", mas, a princípio, não acreditara. "Não sou ingênuo", disse o tucano, "sei que Dilma já convenceu dezenas de companheiras a fazer aborto – e algumas delas nem estavam grávidas –, celebrou missas negras, leu as obras completas de Carlos Zéfiro e dançou muito iê-iê-ie, mas, daí a descobrir que ela é desquitada, isso já são outros quinhentos."

Serra afirmou que, não obstante tais revelações, o PSDB fará uma campanha limpa. "Deus-Pai é minha testemunha de que nunca julguei o meu semelhante. Se Dilma dançava música lenta de Elvis colada a companheiros ateus, em saturnálias movidas a Cuba Libre, isso é problema dela, não meu, e cabe à família brasileira decidir que tipo de presidente o Brasil precisa", disse o candidato, de joelhos diante de uma imagem de Nossa Senhora. 

Persignando-se, Serra fez uma sentida oração pela alma de Dilma, "para que o Senhor tenha compaixão e a perdoe por aquela noite de março de 1963 em que chegou em casa depois de uma da madrugada, e não às onze da noite, como prometera aos pais."

Tomando uma hóstia nas mãos, o candidato deixou claro que não se furtará a debater com a petista, "contanto que não seja em um domingo, pois, ao contrário de certas pessoas, Mônica e eu guardamos o dia santo, glória ao Pai".

Serra deu a entender que a campanha petista quer marcar o primeiro debate do segundo turno propositadamente no dia de Nossa Senhora Aparecida, por sugestão de três hereges, dois maometanos e sete cismáticos ligados à candidatura governista.
 

Dilma Nega Ter Dossiê Contra Fátima Bernardes E Willian Bonner

Dilma Rousseff negou que uma pasta de documentos intitulada Grecin 2000 que trará para a entrevista se refira à tintura de cabelo usada por Bonner

PROJAC – A candidata à presidência pelo PT, Dilma Rousseff, negou veementemente que tenha feito chegar à direção da Rede Globo a informação de que possui um dossiê contra os apresentadores do Jornal Nacional que a entrevistarão hoje à noite. "Não é verdade. Estou preparada para que William e Fátima me façam perguntas duras e incisivas, como, por exemplo, o título do último filme que assisti, ou com qual personagem de Tititi eu me identifico mais. Eles são bons jornalistas e é obrigação deles me botar contra a parede. Eu jamais pediria para eles maneirarem em troca de não divulgar certas informações que possuo a respeito do hábito que Bonner tem de assistir o canal SexyLove quando Fátima está cobrindo a Seleção", disse a candidata.

A ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, muita ligada à Dilma, confirmou as palavras da candidata, acrescentando: "O Berzoini me garantiu ter provas contundentes de que o Bonner foi ao ar diversas vezes com a gravata que não ganhou a eleição do público que o acompanha no Twitter, mas imediatamente eu disse a ele que isso não era da nossa conta. Nem isso, nem o fato de Fátima alimentar os gêmeos com Chipitos e Mineirinho, nem as outras três mil quinhentas e oitenta e três informações sigilosas que colhemos sobre os dois."

Contactados, Fátima Bernardes e William Bonner não quiseram dar declarações. Através do porta-voz da emissora, disseram que "estavam resolvendo questões pessoais relacionadas ao canal SexyLove".

Um pesquisador da Globo negou ter passado a noite coligindo o título dos filmes prediletos de Dilma Rousseff.

Revista Piauí