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Recomeçar


Recomeça...

Se puderes

Sem angústia

E sem pressa.

E os passos que deres,

Nesse caminho duro

Do futuro

Dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances

Não descanses.

De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,

Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.

Sempre a sonhar e vendo

O logro da aventura

És homem, não te esqueças!

Só é tua a loucura

Onde, com lucidez, te reconheças...


Miguel Torga


Nome:
Local: Porto Alegre, RS, Brazil

Procurando respostas...

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22.6.11

Piada Do Dia

Maria, no leito de morte, decidiu confidenciar ao Manoel: 


"Manoel, sabes que o nosso filho mais velho não é teu filho?"

Manoel, muito tranqüilo, responde:


"Maria, isto não tem problema algum..."


Maria, muito intrigada com toda a calma do Manoel, indaga-lhe:


"Escuta ó Manoel!! Vê se entendes! Estou a dizer-te que o filho não é teu! Ó homem de Deus!!"
E Manoel novamente responde:

"Pois, pois... eu entendi, ó Maria.."


"Ai, Jisus!! Por que raios então tu não estás azoado e ficas tão tranqüilo?!?!"
Finalmente, Manoel responde:

"Pois.... Sabes ó Maria, que este filho não é também teu filho?"

Maria rebate:

"Como não é meu, ó homem de Deus? Se eu carreguei o infeliz na minha barriga por nove meses?!"


"Maria, lembra-te quando tu estavas na maternidade e me pediste para trocar o menino, porque ele estava todo cagado? Pois baim... eu o troquei por um limpinho que estava ao lado."

17.6.11

A CPI De Palocci, O “Querido Companheiro”

GUILHERME FIUZA

O ex-Ministro-Chefe da Casa Civil já estava sangrando havia quase um mês, quando subitamente resolveu não ficar mais no governo. Assim como Lula um dia acordou invocado e resolveu ligar para o Bush, Antonio Palocci acordou invocado e resolveu pedir demissão. O procurador-geral tinha até dado de presente ao ministro consultor um parecer de inocência – cumprindo sua função de procurador, que é procurar e não achar –, mas Palocci resolveu ir assim mesmo, arrancando lágrimas de Dilma. Quase um mártir.
Nos bastidores, Lula estava trabalhando firme pela permanência do ministro consultor. A convocação dele para dar explicações à Comissão de Agricultura da Câmara já estava neutralizada: o presidente da Casa, o petista Marco Maia (que obedece porque tem juízo), estava pronto para "desconvocar" Palocci – em mais um ato tipicamente democrático da República progressista.
No Jornal Nacional, o ministro já explicara que o debate sobre suas consultorias não interferia em nada no funcionamento do governo. Nada de crise, estava tudo bem. A única preocupação de Palocci era não dar os nomes de seus clientes, para não expô-los. Uma questão de ética.
Estava tudo encaminhado para o final feliz, que celebraria a união estável entre os dois Paloccis: o político governista e o consultor privado. Duas pessoas distintas, juridicamente independentes, por acaso abrigadas no mesmo corpo físico. Os R$ 20 milhões arrecadados magistralmente pelo Palocci consultor em 2010 nada tinham a ver com o Palocci político, aquele que foi comandante da campanha presidencial de Dilma. Talvez os dois Paloccis nem tivessem conta no mesmo banco. Uma união moderna, em que cada um cuida do que é seu.
É uma história plena de compreensão de parte a parte. O consultor entendeu quando o político lhe pediu para fechar a empresa. Afinal, ele ia assumir um ministério no novo governo. O Palocci consultor ainda deve ter argumentado que isso não fazia muita diferença, já que sua empresa atingira o auge quando o Palocci político trabalhava na montagem do novo governo. Influência por influência, só mudava mesmo o endereço para correspondência. Mas o político ia ter de passar mais tempo em Brasília, e, como o consultor estava baseado em São Paulo, o vai e vem poderia desgastar a relação.
Faltavam poucas assinaturas para a instalação da Comissão. E qual seria a finalidade? Seguir o dinheiro
O consultor concordou então em encerrar as atividades da empresa, dando uma aula de inovação. Como ele explicou na televisão, o grosso da dinheirama entrou de uma vez só porque a empresa anunciou um "fim de papo" a seus clientes, e assim todos imediatamente meteram as mãos nos bolsos e pagaram tudo a Palocci – independentemente dos prazos dos contratos e dos cronogramas de serviços e remunerações. Um belo ato de solidariedade corporativa, algo inteiramente novo no mundo empresarial.
Numa história repleta de gestos compreensivos e magnânimos, dá para entender a emoção de Dilma ao se despedir do "amigo" e "querido companheiro" Palocci. Com tanta inocência, doçura e gratidão, o pedido de demissão do ministro soou quase como um acidente natural, uma trapaça do destino. Afinal, estava tudo bem entre o governo, o partido, o ministro, o consultor e seus clientes.
O único detalhe que não aparecia muito bem nesse álbum de família era um requerimento de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Faltavam poucas assinaturas para a instalação da CPI do Palocci. E qual seria a finalidade dela? Basicamente, seguir o dinheiro. Os parlamentares iam querer saber quem quer ser um milionário à custa de Palocci – supondo que talvez ele não quisesse tudo para si, dado o espírito solidário que caracteriza seu partido.
Foi aí que, subitamente, a mão salvadora de Lula sumiu e o ministro pediu o boné.
Uma tristeza, como declarou Dilma. Agora, o mínimo que o Brasil pode fazer é seguir adiante com a CPI do Palocci. Não é justo deixar um amigo cair no esquecimento.

2.6.11

A Última Tentação De Palocci

GUILHERME FIUZA

Finalmente a verdade veio à tona. Foram cinco meses de doce hipnose. Muita gente que detesta Lula e não vota no PT nem amarrado declarou-se entusiasmado com Dilma Rousseff. Por que, afinal? Porque ela é mulher. Porque ela fala pouco. Porque ela não faz bravatas. O Brasil avalia presidentes como se avaliasse ator de novela: “está muito bem no papel”, “acertou no figurino”, “não me incomoda na hora do jantar”. Só uma pessoa poderia cortar esse estranho devaneio coletivo: Lula.
E ele o fez com uma única frase, sincera e definitiva
:

“Se tirarem o Palocci, o governo dela (Dilma)vai se arrastar até o final”.


Não deixa de ser um grande alívio. Já estava ficando aflitiva a catalepsia geral. Até o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – uma espécie de recreio dos governantes, onde notáveis se reúnem para fazer nada em grande estilo – vinha sendo exaltado como ponto positivo da administração Dilma. O próximo passo seria a indicação do Ministério da Pesca ao Nobel da Paz. O país deve ser grato a Lula pelo esclarecimento providencial: sem Palocci, o governo Dilma não anda – se arrasta. Com todo respeito à laranjada de mitos feministas e esquerdistas que o sustenta.
Lula disse isso a senadores do PT, na já famosa reunião SOS Palocci. Sua intenção era nobre: lembrar aos distraídos que o ministro-chefe da Casa Civil não é importante para o governo – ele é o governo. O ex-presidente sabe bem do que está falando. Em 2002, quando foi eleito sucessor de Fernando Henrique, Lula tinha nas mãos nada mais que as bandeirolas xiitas do PT e uma alegoria de marketing chamada Fome Zero. O único de seu time que compreendia a diferença entre bater panela e governar era Antonio Palocci.
Quem mais naquela turma entenderia que o Banco Central não era exatamente um lobo mau a ser abatido com slogans populistas? Quem entenderia que responsabilidade fiscal não era palavrão da direita? Quem mais entenderia, política e tecnicamente, o que eram metas de inflação e superavit primário? Ninguém mais – tanto que a assembleia petista bombardeia esses conceitos até hoje. Acreditam que eles foram a “concessão neoliberal de Lula”, e nem de longe desconfiam que aí estava a galinha dos ovos de ouro, que os alimentou fartamente de votos.
Palocci foi um excelente ministro da Fazenda, e Lula teve seu momento de estadista ao lhe dar poder. Mas Palocci caiu, e Lula teve de inventar Dilma para suceder-lhe. Sabendo da aventura em que estava se metendo, o ex-presidente fez o óbvio: escalou Palocci para governar Dilma, na campanha e na Presidência. Tinha plena consciência de que sua sucessora, que mal consegue completar um raciocínio em público, não teria estatura para construir uma liderança de fato.
Palocci fraquejou no lema que parece religioso na escola petista: usar o Estado para arrecadação privada
É o que se viu nesses cinco meses. A inflação soltando suas labaredas, Dilma e Mantega dando ordens-unidas que o mercado ignora, e Palocci segurando as pontas sozinho do combate à gastança pública – e sendo, naturalmente, sabotado pelo PT por causa disso. Mas permaneceu forte, porque o mundo político respeita quem sabe o que faz. Só quem não respeita Palocci é ele mesmo.
Um dos políticos mais promissores do país, capaz de se reerguer depois de cair em desgraça por causa de uma casa de tolerância, o médico de Ribeirão Preto calibrou mal suas ambições pessoais. Fraquejou no lema que parece religioso na escola petista: usar o Estado para arrecadação privada. Palocci não resistiu à tentação de converter sua influência política em cachê. Mesmo no comando da campanha vitoriosa de Dilma, com seu futuro atrelado ao futuro do país, achou que era hora de faturar uns milhões por fora. Ou, no caso, por dentro.
A notícia é muito pior para o país do que para o governo. Este, como disse Lula, vai só se arrastar. O outro talvez ande para trás.