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Recomeçar


Recomeça...

Se puderes

Sem angústia

E sem pressa.

E os passos que deres,

Nesse caminho duro

Do futuro

Dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances

Não descanses.

De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,

Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.

Sempre a sonhar e vendo

O logro da aventura

És homem, não te esqueças!

Só é tua a loucura

Onde, com lucidez, te reconheças...


Miguel Torga


Nome:
Local: Porto Alegre, RS, Brazil

Procurando respostas...

Zoundry Blog Writer

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28.7.11

O Procurador Que Encontrava Um Culpado Por Semana Finge Que Não Vê Bandidos Há 8 Anos E Meio

Augusto Nunes


Até janeiro de 2003, o procurador Luiz Francisco Fernandes de Souza encontrava um pecador por semana. Desde o dia da posse do companheiro Lula, não enxergou mais nenhum. Aos 49 anos, faz oito e meio que anda sumido do noticiário político-policial que frequentou com assiduidade e entusiasmo enquanto Fernando Henrique Cardoso foi presidente. Continua solteiro, mora na casa dos pais, pilota o mesmo fusca-85, enfia-se em ternos amarfanhados que imploram por tinturarias e não usa gravata. A fachada é a mesma. O que mudou foi a produtividade.
Se o que aconteceu na Era da Mediocridade tivesse ocorrido na Era FHC, Luiz Francisco estaria encarnando em tempo integral, feliz como pinto no lixo, a figura do mocinho disposto a encarar o mais temível vilão. O Luiz Francisco reciclado quer distância de barulhos. Enquanto cardeais da igreja principal e sacerdotes do baixo clero multiplicam em ritmo de Fórmula 1 o acervo nacional de crimes, delitos, contravenções e bandalheiras em geral, ele permanece em sossego. Enquanto o país que presta pede cadeia para os quadrilheiros, ele providencia mais pedidos de licença remunerada. Todos são prontamente atendidos.
Nascido em Brasília, ex-seminarista da Ordem dos Jesuítas, ex-bancário, ex-sindicalista, Luiz Francisco cancelou a filiação ao PT em 1995, 20 dias antes de tornar-se procurador regional do Distrito Federal. ”A militância é incompatível com o cargo”, explicou. A prática trucidou a teoria: nunca militou com tamanha aplicação.
Convencido de que sobrava bandido e faltava xerife, não respeitava sequer fins de semana, feriados ou dias santos. “Trabalhar é minha grande diversão”, repetia entre uma e outra denúncia.

Luiz Francisco garante que ganha pouco mais de R$ 7 mil por mês. Até que desistisse da candidatura a operário-padrão, mereceu os R$ 19 mil prometidos como salário inicial a um procurador do Distrito Federal. Nenhum outro conseguiria acusar tanta gente durante o dia e, à noite, escrever dúzias de parágrafos do livro que exigira 24 anos de pesquisas. Publicado em 2003 pela Editora Casa Amarela, “Socialismo, Uma Utopia Cristã” pretende provar, segundo o autor, que “até a metade do século XIX o socialismo exibia uma clara inspiração religiosa, especialmente cristã”. Tem 1152 páginas.
Deveria ter sido menos prolixo. Intrigados com o mistério da multiplicação das horas do dia, outros procuradores e todos os inimigos examinaram com mais atenção a papelada que jorrava da sala de Luiz Francisco. Aquilo não fora obra de um homem só, informaram as mudanças de estilo, a fusão de trechos corretamente redigidos com atentados brutais ao idioma, o convívio promíscuo entre substantivos em maiúsculas e adjetivos em minúsculas.
E então se descobriu que o inquisidor incansável frequentemente assinava ações, denúncias e representações que já lhe chegavam prontas, enviadas por interessados na condenação de alguém.
Decidido a atirar em tudo que se movesse fora do PT, acabou baleando com denúncias fantasiosas vários inocentes. Nenhum foi tão obsessivamente alvejado quanto Eduardo Jorge Caldas Pereira, secretário-geral da Presidência da República no governo Fernando Henrique. Em 2009, o Conselho Nacional do Ministério Público reconheceu formalmente que Eduardo Jorge, enfim absolvido das denúncias improcedentes, foi perseguido por motivos políticos e condenou o perseguidor a 45 dias de suspensão.
Em vez de provar que pelo menos uma das numerosas acusações a Eduardo Jorge fez sentido, Luiz Francisco prefere alegar que o caso está prescrito. Como violou a legislação para obedecer aos mandamentos da seita petista, recorre ao calendário gregoriano para arquivar a história que o devolveu ao noticiário no papel de culpado —pela segunda vez desde o começo da superlativa temporada de férias. A primeira está completando cinco anos.
Em 2006, o procurador que se dispensou de procurar criminosos foi procurado pelo colombiano Francisco Colazzos, o “Padre Medina”, procurado pela Justiça do país onde nasceu. O foragido apresentou a Luiz Francisco as credenciais de embaixador das FARC e pediu ajuda para escapar da cadeia. Celebrada a aliança entre o ex-sacerdote acusado de homicídio e o ex-seminarista que nunca viu um pecador do lado esquerdo, renasceu o ativista fora-da-lei, que ensinou ao parceiro a arte de safar-se de investigações policiais. Os truques só conseguiram retardar a prisão.
O protegido esperava na gaiola o julgamento do pedido de extradição encaminhado pela Colômbia ao Supremo Tribunal Federal quando o protetor foi à luta. Embora não tivesse nada a ver com o caso, entrou com uma ação judicial para que Colazzos fosse devolvido à Polícia Federal. A solicitação foi encampada sucessivamente pelo Ministério Público, pela Polícia Civil e pelo juiz da Vara de Execuções Criminais, Nelson Ferreira Junior, antes de esbarrar no ministro Gilmar Mendes.
Admoestado pelo então presidente do STF, publicamente e com aspereza, Luiz Francisco só escapou de castigos mais severos porque o Planalto nunca deixa de socorrer companheiros aflitos. Dois meses depois da tentativa de obstrução da Justiça, o governo promoveu Colazzos a guerrilheiro, concedeu-lhe asilo político e arrumou emprego para a mulher. Sem alternativa, o STF devolveu-o a liberdade.
O que mais andou fazendo Luiz Francisco para matar o tempo?, quis saber a coluna em junho passado. Uma funcionária da Procuradoria informou que não seria possível encontrá-lo. Em lugar incerto e não sabido, está gozando de mais um período de descanso remunerado.

E, Falando Nisso…

Jim Morrison morreu com 27 anos.
Jimi Hendrix morreu com 27 anos.
Kurt Cobain morreu com 27 anos.
Janis Joplin morreu com 27 anos.
Amy Winehouse morreu com 27 anos.
PQP, AINDA FALTAM 10 ANOS PRO JUSTIN BIEBER!

Amy E O Surto De Hipocrisia Coletiva


André Barcinski, Folha Online

Engraçado como um fato vem, de vez em quando, botar as coisas
em perspectiva. Amy Winehouse morreu. De verdade. Fato.
Acabou o reality show macabro de sua vida. Nenhum fã vai poder
aplaudir de novo quando ela chegar ao palco bêbada, ou quando
esfregar as costas da mão no nariz, como se tivesse acabado de
dar um teco.
Ontem, a mãe de Amy, Janis, disse aos jornais: “A morte dela
era apenas uma questão de tempo. Pouco depois, a família
Winehouse divulgou uma nota à imprensa, pedindo “privacidade”.
Curioso: a mesma família que pede privacidade é a que passou os
últimos anos dando entrevistas a programas de TV sensacionalistas,
como fez o pai de Amy, Mitchell.
A verdade é que a vida de Amy Winehouse foi uma espécie de farsa
trágica, acompanhada em tempo real pelos fãs e pela mídia.
Amy não foi uma vítima. Era maior de idade e sabia muito bem o
que estava fazendo. Era uma pessoa doente e que precisava de
tratamento.
Infelizmente, muita gente dependia dela. Celebridades não têm
tempo para se tratar, porque não podem simplesmente desaparecer.
Uma das coisas mais sensatas que ouvi sobre o caso de Amy veio
do médico norte-americano Drew Pinsky, especialista em tratamento
de viciados. “Uma pessoa que chega ao estágio em que Amy chegou
precisa de muitos meses de tratamento só para recuperar a cons-
ciência de que precisa se tratar”, disse. “Só que ela é uma
celebridade, de quem muitas pessoas dependem para ganhar dinheiro,
e parar de trabalhar é a última prioridade”.
Pisnky citou, como caso de recuperação bem sucedida, o ator Robert
Downey Jr.: “Ele fez o certo: sumiu de cena por dois ou três anos,
completou seu tratamento, e depois retornou à vida pública”.
Ironicamente, Pinsky é apresentador de “Celebrity Rehab with Doctor
Drew”, um programa de TV dos mais apelativos, em que subcelebridades
tentam se livrar do vício em drogas e álcool.
Diz muito sobre nós que a pessoa convidada para “iluminar” o caso
de uma celebridade junkie seja, ela mesma, uma celebridade.
Sempre defendi aqui que a mídia é um espelho da sociedade. A mídia
não cria, ela replica o sentimento coletivo.
Se existem repórteres e “paparazzi” que viviam perseguindo Amy, é
porque há uma multidão de consumidores, babando por informações
sobre a cantora, por mais inócuas que fossem.
E se outras junkies talentosas como Bille Holiday ou Janis Joplin
tivessem vivido durante a era do Youtube, garanto que haveria um
site como
www.whenwillbillieholidaydie. Sinal dos tempos.

20.7.11

Harry Potter Aos 50 Anos

 

Harry Potter by Allan Sieber

Harry Potter by Adão Iturrusgarai

Harry Potter by Mauricio de Sousa

Harry Potter by Mauricio de Sousa

Harry Potter by Laerte

Harry Potter by Laerte

 

 

Por Quê Não Reagimos?

FERNANDO DE BARROS E SILVA


Por que os brasileiros não reagem à corrupção? Por que a indignação resulta apenas numa uma carta enviada à Redação ou numa coluna de jornal? Por que ela não se transforma em revolta, não mobiliza as pessoas, não toma as ruas? Por que tudo, no Brasil, termina em Carnaval ou em resmungo?
A pergunta inicial não foi feita por um brasileiro -o que é sintomático. Foi Juan Arias, correspondente do jornal "El País" no Brasil, quem a formulou num artigo recente. "
Es que los brasileños no saben reaccionar frente a la hipocresía y falta de ética de muchos de los que les gobiernan?". Y entonces???
Não existe resposta simples aqui. Em primeiro lugar, a vida de milhões de brasileiros melhorou nos últimos anos, mesmo sob intensa corrupção, e apesar dela. Ninguém que leve o materialismo a sério pode desconsiderar esse dado
básico.
Além disso, o PT, na prática, estatizou os movimentos sociais. Da UNE ao MST, passando pelas centrais sindicais, todos recebem dinheiro do governo. Foram aliciados. São entusiastas e sócios do poder, coniventes com os desmandos porque têm interesses a preservar, como o PR de Valdemar e Pagot.
Há ainda um terceiro aspecto, menos óbvio, que leva muita gente progressista a se encolher diante da corrupção. É a ideia introjetada de que qualquer movimento político ou mobilização contra a bandalha acaba sendo uma reedição do espírito udenista, coisa da direita ou que serve a seus propósitos.
O lulismo soube explorar esse enredo, como se estivesse em jogo no mensalão uma disputa entre Vargas (o pai dos pobres nacionalista) e Lacerda (o moralista a serviço das elites).
Lula nunca moveu uma palha para mudar o sistema político podre que o beneficiou. Com a corrupção sob seu nariz, preferiu posar de vítima da imprensa golpista. Enquanto isso, seus aliados, no PT ou à direita, golpeavam os cofres da Viúva, exatamente como sempre neste país. Está aí a gangue dos Transportes, na estrada há 10 anos.

3.7.11

O Melhor Do Jogo…

…até agora foi o cachorro que invadiu o campo do jogo do Brasil X Venezuela.

2.7.11

Hahaha!

cavernadojedi_s02e003

Pensamento Do Dia

Você sabe que precisa rever seus conceitos quando sabe que o Faustão está magro, Silvio Santos está quebrado, Tiririca é alfabetizado, o Papa liberou o uso da camisinha, o Complexo do Alemão está dominado e o Richarlyson chamou o juiz de viado.

 

Dura Lex Sed Lex Sem Jontex

Era pra ser uma encomenda como outra qualquer. O sujeito chegou em casa, apanhou a esposa com outro na cama, rolou uma discussão, um revólver surgiu, e seis tiros depois tudo acabou: dois corpos assassinados e o de um suicida no mesmo quarto. Ou seja, serviço de rotina. Mas não quando envolve três talentosos advogados de um dos mais caros escritórios do país. Roubada da grossa. Assim que apontei a direção do poço sem fundo, a mulher tomou a frente.

— Protesto! — disse ela ajeitando os óculos — Eu não vejo por que devo acompanhar o ilustre representante do passamento alheio até as profundezas. Sou uma vítima clara das circunstâncias. Não vejo como pode ser-me imputada alguma culpa nesta situação.

— Ah, não? — Suspirei fundo e puxei meu surrado exemplar dos Dez Mandamentos autografado pelo próprio Moisés na noite de lançamento das tábuas. Fui direto para o sétimo: “Não cometerás adultério”. Guardei o livro no bolso e empurrei os três para fora — Vamos logo que à noite o trânsito pro inferno sempre piora.

— Sem pressa, por favor, meu nobre e implacável ceifador — disse ela de forma tão educada que até me senti prestigiado — Até onde nós sabemos, os Dez Mandamentos são leis divinamente expressas por Deus para quem está sob Sua jurisdição. Se você verificar meu histórico verá que sou atéia, nunca recebi nenhuma espécie de batismo religioso, e sou casada apenas no civil com o meu marido aqui de alma presente. Data venia, não vejo onde, como, e nem por que, esta lei possa ser aplicada a este caso.

Havia furos na argumentação, eu sei. Mas ela falou com tanta certeza e segurança que fiquei na dúvida. Ela tinha O DOM. Decidi que iria levá-la para o limbo até o caso ir para uma revisão posterior. Mas cinco minutos de conversa depois ela me convenceu a levá-la para o paraíso. Segundo ela, conseguiríamos uma liminar em menos de uma hora para isso. Advogado bom é foda!

— Ok, vamos lá, tá decidido. — Eu disse — A mulher aqui vai para o céu. Já vocês dois vão suar os fundilhos nas thermas do capeta. Andando!

— Protesto! — Disse o Ricardão do pedaço — Por que a nobre doutora vai para o paraíso e EU devo ser levado para o inferno?

Puxei o decálogo do bolso outra vez e li, já meio inseguro, o nono mandamento: “Não cobiçarás a mulher do próximo”. Fim de papo.

— Sim. Mas se a minha ex-amante está perdoada por não ser casada religiosamente com o seu marido — disse ele — então, logo, oficialmente, aos olhos de Deus ela não era a sua esposa. Correto?

— Correto… — concordei, já meio confuso.

— E se ela não era a mulher dele, logo não cobicei a mulher do próximo. Na verdade não cobicei nada de ninguém. Portanto, data venia, a pena máxima do inferno para todo o sempre não deve ser aplicada ao meu caso.

Até tentei falar alguma coisa, mas parei no meio, pensativo. Ele tinha razão. Resolvi que não iria levá-lo para o inferno também. E por uma questão de jurisprudência iria encaminhá-lo para o paraíso junto com a mulher. Pareceu-me o mais justo a fazer na hora. Portanto só me restava levar o marido traído para as profundas do sofrimento eterno. Claro que ele chiou. E muito.

— Por que só eu?! Os dois me traíram. Protesto veementemente!

Eu já estava muito cansado daquilo. Somente a boa educação deles fazia com que eu não perdesse a paciência de vez. Puxei o sujeito de lado e fiz um pedido sensato.

— Cara, por favor, não complica. Você assassinou e se suicidou. Se isto não é motivo para eu te levar direto pro colo do tinhoso, o que mais pode ser?

— Mas é preciso levar em conta os meus antecedentes. Eu sou o único aqui que frequentava a igreja todos os domingos!

— É verdade. — disse o Ricardão com um sorrisinho sacana no rosto. A mulher sorriu de lado, cúmplice.

— Estou sinceramente arrependido do que acabei de fazer. — continuou o corno — E quem se arrepende ganha, ipso facto, o reino dos céus. Está na lei divina. Todo mundo sabe como funciona!

Tentei argumentar que ele deveria ter se arrependido em vida, e coisa e tal, mas não consegui. O cara, além de conhecer vários versículos do Novo Testamento que embasavam sua defesa, era mestre na oratória. Os outros dois o auxiliaram e disseram que todos ali poderiam fazer um acordo geral em que ninguém sairia perdendo, todos iriam para o paraíso. Inclusive me garantiram que eu sairia como grande herói da história, algo que contaria pontos no futuro para a minha carreira no além, afinal, Deus adorava estas coisas de misericórdia, perdão, e tudo o mais. Fiquei MUITO tentado a ceder, mas percebi que aquilo precisaria da intervenção de uma instância superior. Mandei os três calarem a boca, peguei o celular, e fiz uma ligação direta para Deus.

Deus me atendeu impaciente como sempre. Expliquei toda a situação, todos os argumentos, que Ele ouviu concordando sem falar nada. Somente quando mencionei que os três eram advogados é que o Todo-Poderoso estourou.

— Advogados?! — berrou Deus — ADVOGADOS?! E você está ensebando pra mandar os três pro inferno POR QUÊ?!

No mesmo instante as três almas sumiram da minha frente e foram para o inferno sem escalas num piscar de olhos. Ainda deu tempo de ouvir o Criador soltando um “será que eu tenho que fazer tudo por aqui?!” e desligando. Fiquei meio ofendido, claro, mas relevei.

E uma coisa ninguém pode negar: Deus é um Cara prático pra cacete. Não está onde está à toa.

Fonte: Diário da Foice