Os Sarneys Da FFLCH/USP
José Sarney se tornou um emblema das regalias de que gozam os parlamentares no Brasil. No auge do escândalo do ano passado, o então Presidente da República disse que o aliado acusado não poderia ser tratado como uma pessoa comum. Os estudantes rebeldes da USP, a exemplo do que foi dito de Sarney meses atrás, também não se consideram pessoas comuns. Não são todos, claro, trata-se daquela velha minoria que enche o saco dos que querem apenas estudar. O dado curioso é que justamente essa minoria se julga ou proletária ou ao menos representantes de praticamente todos os oprimidos. Ao mesmo tempo, porém, fazem a teratológica reivindicação de que, para si, a lei dos homens comuns não deve ser aplicada. Fatos ocorridos: há certo tempo, estudantes pediam mais segurança no campus, por conta de crimes ocorridos. A PM, responsável por isso, sobretudo em espaços de propriedade do governo estadual, passou a fazer mais rondas na USP. Desse modo, ao flagrar alguns jovens usando maconha, prenderam-nos por conduta ilegal. Parece algo simples, de fato é mesmo algo simples, mas a FFLCH tem aquela famosa minoria que não possui o raciocínio como algo forte – ou então, claro, torcem as conclusões para favorecer seus interesses. E houve o que houve: protestos CONTRA a polícia no campus, não por qualquer arbitrariedade ou ato violento, mas sim porque… CUMPRIRAM A LEI. E mais: se o PM não efetua a prisão em flagrante, ele se torna cúmplice e, de cara, comete prevaricação. Há vários anos, sob a ditadura militar, a polícia era vista como uma força dos governantes opressores e, desse modo, sua presença no campus tinha um outro caráter. Hoje, em plena democracia, não tem o menor cabimento cogitar a dispensa das rondas policiais num lugar como a cidade universitária – tanto mais após a incidência de crimes. Então, o que quer essa minoriazinha? Queimar um fumo em espaço público sem o inconveniente de acabarem presos. Querem regalias, querem estar acima não apenas das leis, mas das pessoas comuns. Querem o direito de fazer o que ninguém pode e curiosamente ostentam não apenas bandeiras de igualdade, mas também outras nas quais defendem toda sorte de categorias supostamente oprimidas, muitas vezes incluindo a si próprios dentre os hipossuficientes sociais. O movimento estudantil brasileiro, infelizmente, vem caindo em descrédito e a queda é cada vez mais profunda – meio que abrindo alçapões sucessivos a cada suposto fundo do poço. A UNE, p.ex., teria empregado dinheiro público na aquisição de uísques, vodcas e outros materiais não exatamente didáticos. A microturminha rebelde da FFLCH, por sua vez, começou invadindo e depredando o predio da reitoria, desobedecendo ordem judicial de reintegração de posse e, depois, ainda se metiam em greve de funcionários. Agora, finalmente, mostraram o que são de forma insofismavelmente clara. Dizem ser/defender o povo, mas querem regalias que ninguém do povo tem (não que a prática de um crime seja "regalia" no sentido mais estrito, mas a analogia serve). E o lado bom disso tudo é que ninguém mais os apóia. Sugado do Blog Gravataí Merengue |



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